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Resposta rápida
Depende de quando e de como a mudança aparece. Nos primeiros meses, é normal a prótese ficar alta e descer aos poucos. Depois disso, a prótese pode descer demais, ir para o lado, subir por contratura, juntar as mamas no meio ou, no caso das anatômicas, girar. Cada situação tem uma causa e uma correção diferente, e o diagnóstico é feito no exame físico, às vezes com ajuda de imagem.
Primeiro: o que é normal nos primeiros meses
Logo depois da cirurgia, a prótese fica alta, com o bico apontando para baixo e um formato meio "quadrado". A Dra. Nádia explica isso nos vídeos: com o tempo, a prótese desce e se acomoda, um movimento que leva cerca de um ano. Ela também conta que quem é destra pode ver o lado direito evoluir diferente do esquerdo, porque usa mais aquele braço.
Então, se você operou há poucos meses e uma mama está mais alta que a outra, isso por si só não quer dizer que a prótese saiu do lugar. Converse com a sua cirurgiã antes de se assustar. Os deslocamentos de que falamos aqui costumam ser percebidos depois dessa fase, ou aparecem de forma clara e rápida.
Quais são os tipos de prótese fora do lugar?
| O que você nota | O que pode ser |
|---|---|
| A prótese desceu demais e o bico parece "alto" na mama, com a cicatriz do sulco subindo. | Descida da prótese abaixo do sulco (em inglês, bottoming out). |
| Ao deitar, a prótese escorrega para a axila; em pé, as mamas ficam afastadas. | Deslocamento lateral, por uma loja larga demais nas laterais. |
| As mamas se encostam no meio, sem o espaço do esterno. | Simastia. Veja o que é a simastia. |
| Uma prótese subiu e ficou dura e redonda. | Contratura capsular. Entenda a contratura. |
| O formato da mama ficou estranho, com a parte cheia no lugar errado. | Rotação de prótese anatômica. |
| A mama se deforma quando você contrai o peito. | Movimento da prótese com o músculo, em quem tem prótese por baixo dele. |
A prótese pode virar dentro da mama?
Pode girar, sim. Mas isso só faz diferença na prótese anatômica, aquela em formato de gota, que tem uma parte de cima mais fina e uma de baixo mais cheia. Se ela gira, a parte cheia sai do lugar e a mama perde o formato. As anatômicas costumam ter superfície texturizada justamente para aderir ao tecido e não rodar.
A prótese redonda também pode girar, mas como ela é igual em todos os lados, a mama não muda. Se uma prótese redonda "virou", na prática o que aconteceu foi outro tipo de deslocamento, ou uma dobra.
Por que a prótese sai do lugar?
- Loja maior do que a prótese: o espaço criado na cirurgia ficou largo, e a prótese ganha liberdade para se mover.
- Pele e tecido finos: com pouca sustentação, o peso da prótese vai esticando o tecido, principalmente embaixo.
- Prótese grande para o tórax: mais peso, mais força sobre a pele. É o "sapato maior que o pé" de que a Dra. Nádia fala.
- Mudanças do corpo: gestação, amamentação e perda grande de peso mudam a mama em volta da prótese.
- Contratura, que puxa a prótese para cima.
- Músculo peitoral muito forte, em prótese por baixo dele, que empurra o implante para fora e para cima.
Como é a correção?
Não se resolve com massagem nem com sutiã. Quando o deslocamento incomoda, a correção é cirúrgica, e a técnica depende da causa:
- Fechar parte da loja com pontos internos (capsulorrafia), para a prótese voltar ao lugar certo.
- Criar uma loja nova, em outro plano ou por baixo da cápsula antiga.
- Trocar a prótese por uma menor, mais leve ou de outro formato.
- Reforçar a sustentação: a Dra. Nádia usa recursos como a alça muscular e o sutiã interno, uma costura com fio especial que ajuda a segurar a prótese. Entenda o sutiã interno.
- Ajustar a pele com mastopexia, quando a mama também caiu.
Cirurgia de revisão é mais complexa?
Costuma ser. O tecido já foi operado, existe cicatriz interna e, às vezes, a pele está mais fina. A Dra. Nádia se apresenta como especialista em mamoplastias complexas e atende em Uberlândia pacientes que já passaram por duas, três ou quatro cirurgias. Nesses casos, o planejamento começa pelo histórico: qual prótese foi usada, em que plano, por qual via, e o que deu certo ou não nas cirurgias anteriores. Saiba mais sobre a cirurgia de revisão.
Dá para evitar que a prótese saia do lugar?
Parte da prevenção acontece no planejamento: escolher uma prótese que caiba na base da mama, um plano adequado ao seu tecido e uma loja do tamanho certo. Parte depende do pós-operatório: usar o sutiã pelo tempo orientado, respeitar o prazo para voltar a treinar peito e evitar carregar peso antes da liberação.
Para quem já operou, manter o peso estável e um sutiã com boa sustentação no treino de impacto ajuda o tecido a não ceder tão rápido. Nada disso impede totalmente o deslocamento, porque a pele e a mama mudam com o tempo. Mas reduz a força que o peso da prótese faz sobre elas ano após ano.
Quando procurar avaliação
Procure logo se a mudança for rápida, vier com dor, inchaço ou vermelhidão, ou depois de uma pancada. Se a mudança é lenta e sem dor, ainda vale avaliar, mas com calma: anote desde quando percebeu, tire fotos para comparar e leve os dados da prótese.
Dúvidas comuns
É normal uma prótese ficar mais alta que a outra?
Nos primeiros meses, sim. A prótese desce e se acomoda ao longo de cerca de um ano, e os lados podem evoluir em ritmos diferentes. Depois disso, a diferença deve ser avaliada.
Prótese de silicone pode virar?
Pode girar. Na prótese anatômica, isso muda o formato da mama. Na redonda, que é igual em todos os lados, o giro não aparece por fora.
Por que minha prótese vai para a axila quando deito?
Em geral porque a loja ficou larga nas laterais ou o tecido cedeu com o tempo. A correção costuma ser cirúrgica, fechando parte da loja ou trocando a prótese.
Dá para colocar a prótese no lugar com massagem?
Não. Massagem e sutiã não corrigem um deslocamento já instalado. Quando incomoda, a correção é feita com cirurgia.
Prótese que desceu demais tem conserto?
Tem. A cirurgia reposiciona o sulco com pontos internos, cria uma nova loja ou troca a prótese, conforme o caso.
Sua mama mudou de formato?
Conte para a equipe o que você percebeu. A Dra. Nádia avalia o seu caso, inclusive se você já passou por outras cirurgias.
Referências
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Acervo de artigos científicos da SBCP.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
