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Resposta rápida
Explante em bloco é a retirada da prótese junto com toda a cápsula em volta dela, em uma peça só, sem abrir a cápsula. Na capsulectomia total, a cápsula também sai inteira, mas pode ser separada da prótese durante a cirurgia. O explante em bloco é indicado principalmente no linfoma associado à prótese e costuma ser considerado em ruptura com silicone fora da prótese, contratura importante ou suspeita de doença ligada ao implante. Nem sempre é possível ou necessário, e a decisão é individual.
Explante simples, parcial, total ou em bloco: qual a diferença?
Todo explante retira a prótese. O que muda é o que acontece com a cápsula, a película que o corpo formou em volta dela:
| Técnica | O que sai |
|---|---|
| Explante simples | Só a prótese. A cápsula fica no corpo. |
| Capsulectomia parcial | A prótese e uma parte da cápsula. |
| Capsulectomia total | A prótese e a cápsula inteira, mesmo que ela seja aberta durante a cirurgia. |
| Explante em bloco | A prótese dentro da cápsula fechada, as duas juntas, em uma peça só. |
A Dra. Nádia compara o explante em bloco a descascar um ovo cozido sem romper a película de dentro. Se houver líquido ou silicone vazado, ele fica preso dentro da cápsula e não toca o tecido da mama.
Quando o explante em bloco é indicado?
- Linfoma associado à prótese (BIA-ALCL): aqui a retirada total da cápsula em bloco é parte do tratamento. Entenda o que é o BIA-ALCL.
- Ruptura com gel fora da prótese: tirar a cápsula fechada evita espalhar o silicone.
- Contratura importante: a cápsula grossa e endurecida é retirada para a mama voltar a ter um tecido macio.
- Cápsula calcificada, que endureceu com o tempo e aparece nos exames.
- Suspeita de doença ligada à prótese, quando a paciente relata sintomas e quer retirar tudo.
Quando o motivo é só estético, como querer uma mama menor, e a cápsula está fina e saudável, nem sempre há necessidade de tirar a cápsula toda. Isso é conversado caso a caso.
Tirar a cápsula inteira melhora mais os sintomas?
É uma dúvida frequente de quem pensa no explante por causa da doença do silicone. A literatura ainda discute se a capsulectomia total, ou em bloco, leva a mais melhora dos sintomas do que retirar só parte da cápsula. Revisões publicadas na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica analisam essa questão, e não há uma resposta única. Por isso a escolha da técnica considera também os riscos da cirurgia maior.
Nem sempre dá para tirar em bloco
A cápsula às vezes é muito fina, como um papel de seda, e fica colada nas costelas ou no músculo. Nesses casos, tentar tirá-la inteira e fechada pode aumentar o risco de lesão sem trazer benefício real. A Dra. Nádia explica que o explante é mais difícil quando a prótese está por baixo do músculo: a parte de trás da cápsula fica grudada na parede do tórax.
Quando a remoção em bloco não é possível, a cápsula pode ser retirada por inteiro em partes, ou retirada onde é seguro. O importante é que essa possibilidade seja conversada antes, e não uma surpresa depois.
Quais são os riscos da capsulectomia total?
É uma cirurgia mais longa e mais trabalhosa do que só tirar a prótese. Os riscos incluem:
- Sangramento e hematoma, porque a área descolada é maior;
- Mais dor nos primeiros dias, quando a cápsula estava presa ao músculo;
- Seroma, o acúmulo de líquido no espaço que ficou, às vezes com necessidade de dreno;
- Lesão da pleura, a membrana que envolve o pulmão, quando a cápsula está colada nas costelas. É raro e é tratado na própria cirurgia;
- Alterações de sensibilidade e assimetrias.
Onde fica a cicatriz do explante em bloco?
Para tirar a prótese dentro da cápsula fechada, é preciso uma abertura maior do que a usada para colocar o silicone. Em geral, a incisão é feita no sulco da mama, às vezes aproveitando e aumentando a cicatriz antiga. Se a prótese foi colocada pela axila, essa via não costuma servir para o explante em bloco. Quando vai haver mastopexia junto, a cicatriz da mastopexia já é usada para a retirada. Veja como é o explante com mastopexia.
A cápsula vai para análise?
Sim. A cápsula retirada é enviada para exame anatomopatológico, que avalia o tecido no microscópio. Em casos de suspeita, também se analisa o líquido em volta da prótese. Guarde o laudo junto com os seus exames.
Como é o pós-operatório do explante em bloco?
Costuma ser um pouco mais trabalhoso do que o de um explante simples, porque a área descolada é maior. Em muitos casos se usa dreno por alguns dias, para tirar o líquido que se forma no espaço onde estavam a prótese e a cápsula. O sutiã cirúrgico ajuda a pele a colar de novo no tórax. A dor tende a ser maior quando a cápsula estava presa ao músculo.
Os prazos de volta ao trabalho e ao treino dependem do que foi feito junto, como mastopexia ou gordura. Veja a recuperação do explante em detalhe.
O que perguntar antes do explante
- Qual técnica faz sentido no meu caso, e por quê?
- Se não der para tirar em bloco, o que será feito?
- Vou precisar de mastopexia ou gordura junto?
- Como fica a minha mama depois, sem a prótese e sem a cápsula?
- A cápsula vai para análise, e quando sai o laudo?
- Vou usar dreno? Quanto tempo de recuperação?
Em Uberlândia, a Dra. Nádia responde essas perguntas na consulta, com os seus exames na mão, antes de qualquer decisão. Nenhuma pergunta é boba quando se trata de uma cirurgia que você vai carregar no corpo pelo resto da vida.
Dúvidas comuns
Qual a diferença entre explante em bloco e capsulectomia total?
Nas duas, a cápsula sai inteira. No explante em bloco, ela sai fechada, com a prótese dentro, em uma peça só. Na capsulectomia total, a cápsula pode ser aberta e retirada separada da prótese.
Todo explante precisa ser em bloco?
Não. O explante em bloco é indicado em situações como linfoma associado à prótese, ruptura com silicone fora da prótese e contratura importante. Em outros casos, a técnica é escolhida conforme a cápsula e o motivo da retirada.
Explante em bloco tem mais risco?
É uma cirurgia mais longa e com área maior descolada, por isso pode ter mais sangramento, dor e acúmulo de líquido. Os riscos são explicados antes da decisão.
A cicatriz do explante em bloco é maior?
Costuma ser, porque a prótese sai dentro da cápsula fechada. Em geral fica no sulco da mama ou aproveita a cicatriz de uma mastopexia feita junto.
A cápsula retirada é analisada?
Sim. Ela vai para exame anatomopatológico. Quando há suspeita, o líquido em volta da prótese também é analisado.
Quer entender qual explante é o seu?
Conte o motivo que te levou a pensar na retirada. A Dra. Nádia avalia os exames e explica a técnica, os riscos e como a mama fica depois.
Referências
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. O explante em bloco de prótese mamária de silicone na qualidade de vida e evolução dos sintomas da síndrome ASIA.
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Qual o impacto da capsulectomia nos sintomas sistêmicos atribuídos às próteses mamárias de silicone?.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
