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Pode e deve. Quem tem silicone faz mamografia normalmente, seguindo a idade e o risco, como qualquer mulher. O exame tem imagens extras, em que a prótese é empurrada para trás para mostrar melhor o tecido da mama. A chance de a mamografia romper uma prótese em bom estado é muito baixa. É só avisar que tem prótese antes do exame.
Quem tem silicone pode fazer mamografia?
Pode, e não deve deixar de fazer. Ter prótese não diminui o risco de câncer de mama e não substitui o rastreamento. A mamografia continua sendo o exame principal para encontrar o câncer cedo, quando o tratamento costuma ser mais simples.
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual. Quem tem histórico familiar forte ou outros fatores de risco pode precisar começar antes. Quem define o seu calendário é a sua ginecologista ou mastologista.
Como é a mamografia em quem tem prótese?
A diferença está nas imagens. Além das imagens padrão, com a prótese incluída, a técnica faz imagens extras com a chamada manobra de deslocamento, descrita por Eklund. Nela, a prótese é empurrada com cuidado para trás, contra o tórax, e o tecido da mama é puxado para frente, para ser comprimido e visto sem a prótese na frente.
Por isso o exame costuma levar um pouco mais de tempo e ter mais imagens. Algumas clínicas fazem quatro imagens por mama em vez de duas. Nem sempre a manobra é possível, por exemplo quando há contratura e a prótese está muito presa, e aí o radiologista adapta o exame.
A mamografia pode romper o silicone?
É raro. A compressão da mamografia é ajustada em quem tem prótese, e as próteses atuais são resistentes. A ruptura durante o exame é descrita na literatura como um evento pouco frequente, mais provável em próteses antigas, já enfraquecidas ou com contratura.
O risco de não fazer o exame, deixando de encontrar um câncer cedo, é muito maior do que o risco de romper a prótese. Se você sentir dor forte durante a compressão, avise a técnica na hora. Ela pode ajustar a pressão.
O que avisar antes do exame
- Que você tem prótese, de preferência já no agendamento, para o serviço reservar mais tempo.
- Há quanto tempo ela foi colocada e se já foi trocada.
- O plano: por cima ou por baixo do músculo, se você souber.
- Se fez enxerto de gordura ou mastopexia, porque essas cirurgias deixam marcas que aparecem nas imagens.
- Se sente algo diferente, como nódulo, dor ou mudança de formato.
Leve também os exames anteriores. Comparar com as imagens antigas ajuda o radiologista a separar o que é cicatriz de cirurgia do que é novo, e evita pedidos de exames extras sem necessidade.
Faz diferença a prótese estar por cima ou por baixo do músculo?
Faz. Quando a prótese está por baixo do músculo, o tecido da mama fica mais separado dela, e a manobra de deslocamento costuma ser mais fácil. Quando a prótese está por cima do músculo, logo atrás da glândula, ela encobre mais tecido na imagem. Isso não impede o exame, só deixa o trabalho do radiologista um pouco mais difícil. Entenda as posições da prótese.
A prótese atrapalha a mamografia?
Um pouco. O silicone aparece branco na imagem, como uma área que os raios X não atravessam, e pode esconder uma parte do tecido mesmo com a manobra. Por isso, em algumas mulheres com prótese, especialmente as de mamas densas, a médica pode pedir um ultrassom junto.
Também vale saber que a mamografia não é o exame para checar se a prótese rompeu. Ela mostra silicone que saiu da cápsula, mas não vê bem a ruptura que fica contida dentro dela. Para isso, o exame é o ultrassom ou a ressonância. Veja os exames de rotina para quem tem silicone.
A mamografia com silicone dói mais?
Algumas mulheres sentem mais desconforto, principalmente na manobra de deslocamento. Para ajudar:
- evite marcar o exame na semana antes da menstruação, quando a mama fica mais sensível;
- diminua o café nos dias anteriores, se você sente a mama doer com ele;
- converse com a técnica e respire fundo durante a compressão, que dura poucos segundos.
Medo de estourar a prótese não é motivo para adiar
Muitas mulheres deixam de fazer a mamografia por anos com medo da compressão ou por achar que a prótese "esconde tudo". As duas ideias atrapalham. O câncer de mama encontrado cedo tem tratamento mais simples, e a prótese não protege nem esconde o câncer de quem faz o exame com a técnica certa.
Se o seu medo é grande, converse antes com a ginecologista ou com a cirurgiã plástica. Às vezes, saber como a sua prótese está, por um ultrassom ou uma ressonância recente, deixa a paciente mais tranquila para fazer a mamografia.
E antes de colocar silicone, precisa de mamografia?
Depende da idade e do histórico. Em mulheres mais jovens, sem fatores de risco, costuma bastar o ultrassom das mamas no pré-operatório. A partir de certa idade, ou com histórico familiar, a mamografia também entra na lista. Esse pedido é feito na avaliação antes da cirurgia, e o resultado serve de base para comparar exames futuros.
Em Uberlândia, a Dra. Nádia confere os exames de mama de cada paciente antes de operar e orienta como manter o rastreamento em dia depois da prótese. Saiba mais sobre a cirurgia de prótese.
Dúvidas comuns
Quem tem silicone pode fazer mamografia?
Pode e deve, seguindo a idade e o risco. O exame tem imagens extras, com a prótese afastada para trás, para mostrar melhor o tecido da mama.
A mamografia pode estourar o silicone?
É raro. A compressão é ajustada em quem tem prótese. O risco é maior em próteses antigas ou com contratura, e ainda assim é baixo.
Preciso avisar que tenho prótese antes da mamografia?
Sim, de preferência no agendamento. Também avise se fez enxerto de gordura ou mastopexia e leve os exames anteriores.
A mamografia mostra se a prótese rompeu?
Mostra só quando o silicone saiu da cápsula. Para ver a ruptura contida dentro dela, o exame indicado é o ultrassom ou a ressonância.
Mulher com silicone precisa fazer ultrassom junto com a mamografia?
Às vezes, principalmente em mamas densas ou quando a prótese encobre parte do tecido. A indicação é da sua médica.
Quer cuidar da mama e da prótese?
Leve os seus exames para a consulta. A Dra. Nádia avalia a prótese e orienta como seguir o acompanhamento ao longo dos anos.
Referências
- Sociedade Brasileira de Mastologia. Informações para a população.
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de mama: informações e detecção precoce.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
