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A cirurgia de revisão da mama corrige o resultado de uma cirurgia anterior: tamanho que não agradou, prótese fora do lugar, contratura, mama que caiu sobre a prótese ou cicatriz ruim. Quando não há urgência, o ideal é esperar a mama se acomodar, o que costuma levar meses, antes de reoperar. A revisão é mais complexa que a primeira cirurgia, porque há tecido cicatricial, cápsula e às vezes pele mais fina, e por isso o planejamento começa por entender o que foi feito antes.
Quais problemas levam a uma revisão?
Os motivos variam bastante. Os mais frequentes são:
- Tamanho: a prótese ficou grande demais, pequena demais ou desproporcional ao corpo.
- Posição: a prótese subiu, desceu além do sulco (o que deixa o mamilo apontando para cima), foi para a lateral ou as mamas se juntaram no meio, a chamada simastia.
- Contratura capsular: a mama endureceu, mudou de forma ou dói.
- Mama caída sobre a prótese: a glândula desce e a prótese fica no alto, formando um degrau.
- Prótese aparecendo: bordas e ondulações visíveis em pele fina.
- Assimetria que ficou ou piorou depois da cirurgia.
- Cicatriz alargada, mal posicionada ou aréolas desiguais depois de uma mastopexia.
Cada um desses problemas tem uma causa e uma correção diferente. Por isso a revisão não é "fazer de novo": é entender por que aconteceu.
Quanto tempo esperar para fazer a revisão?
Se não há urgência, a regra é paciência. Nos primeiros meses, a prótese ainda está descendo e o inchaço ainda está saindo. A Dra. Nádia explica que essa descida leva cerca de um ano e que o resultado final de uma cirurgia de mama aparece entre 12 e 24 meses. Reoperar cedo demais pode corrigir algo que se resolveria sozinho, ou operar um tecido que ainda não cicatrizou.
Situações como infecção, hematoma, prótese exposta ou rompida e contratura que causa dor são diferentes e podem pedir cirurgia antes. A avaliação define em qual grupo você está.
Por que a segunda cirurgia é mais difícil que a primeira?
Na primeira cirurgia, a cirurgiã encontra tecidos que nunca foram operados. Na revisão, ela encontra:
- a cápsula formada em volta da prótese, que pode estar espessa, aderida ou calcificada;
- tecido cicatricial das incisões e do espaço criado antes;
- pele e glândula que podem ter afinado com a pressão da prótese;
- às vezes, uma prótese de marca ou modelo que a paciente não sabe qual é.
Além disso, cada nova cirurgia na mama deixa a próxima um pouco mais complexa. Por isso a revisão precisa ser pensada para ser, se possível, a última por muitos anos.
Como cada problema costuma ser corrigido
| Problema | Caminhos comuns de correção |
|---|---|
| Contratura | Retirada da cápsula, prótese nova, às vezes mudança de plano |
| Prótese desceu demais ou foi para o lado | Pontos internos na cápsula para fechar o espaço, ou novo bolso |
| Mamas juntas no meio (simastia) | Reconstruir a separação; quando a prótese está por cima do músculo, passá-la para baixo, onde o osso do esterno separa as mamas |
| Mama caída sobre a prótese | Mastopexia, com ou sem troca da prótese |
| Prótese aparecendo | Prótese menor, mudança de plano ou enxerto de gordura para dar cobertura |
| Prótese grande demais | Troca por menor, retirada de pele ou explante |
A Dra. Nádia costuma usar recursos como o dual plane, a alça muscular e o sutiã interno, uma costura com fio especial que ajuda a sustentar a mama. Quais deles entram no seu caso depende do exame. Às vezes, a revisão mais sensata é tirar a prótese, e isso também entra na conversa. Veja troca de prótese e explante.
Como é o planejamento da revisão
- Reunir a história: quando foi a cirurgia, por qual via, em que plano, qual prótese. O cartão da prótese e o relatório cirúrgico ajudam muito.
- Exames de imagem: ultrassom e, muitas vezes, ressonância para ver a prótese, a cápsula e a espessura dos tecidos.
- Exame físico detalhado: medidas, qualidade da pele, posição do sulco e do mamilo.
- Conversa sobre expectativa: o que você quer corrigir e o que é possível corrigir. A Dra. Nádia fala do "quadro de rosa vermelha": cada uma imagina a sua, e é preciso alinhar a imagem antes.
Casos com duas, três ou mais cirurgias
A Dra. Nádia atende muitas pacientes que já passaram por duas, três ou quatro cirurgias na mama, de Uberlândia e de outras cidades. Nesses casos, a palavra-chave é sinceridade: explicar o que dá para melhorar, o que não dá, e quais são os riscos de uma nova cirurgia em um tecido que já foi muito operado.
Se você se sente frustrada com a sua mama, saiba que isso é mais comum do que parece e que não precisa ter vergonha de buscar outra opinião. Leve tudo o que tiver da cirurgia anterior, e também as suas dúvidas. Leia também cirurgia de mama que deu errado.
Como é a recuperação de uma cirurgia de revisão?
Depende do que foi feito. Uma troca simples no mesmo espaço costuma ter recuperação parecida com a da primeira cirurgia. Quando há retirada completa da cápsula, mudança da prótese de plano, reconstrução do sulco ou mastopexia, os cuidados costumam ser mais longos: mais tempo de sutiã, volta mais lenta ao treino de peito e retornos mais próximos. Às vezes é usado dreno por alguns dias.
O tempo para avaliar o resultado também se estende. Tecido que já foi operado pode demorar mais para se acomodar, e a paciência dos primeiros meses vale ainda mais aqui. Combinar isso antes evita a ansiedade de achar que algo deu errado de novo.
Também vale combinar antes como fica a rotina de trabalho e de casa, porque a revisão pode pedir mais dias sem carregar peso do que a primeira cirurgia pediu.
Dúvidas comuns
Quanto tempo esperar para fazer uma segunda cirurgia de mama?
Quando não há urgência, em geral se espera a mama se acomodar, o que leva meses. O resultado final de uma cirurgia de mama costuma aparecer entre 12 e 24 meses.
A cirurgia de revisão é mais arriscada?
É mais complexa, por causa da cápsula, do tecido cicatricial e da pele que pode estar mais fina. Isso pede planejamento mais cuidadoso e exames de imagem antes.
Posso fazer a revisão com outro cirurgião?
Pode. Leve o relatório da cirurgia anterior, o cartão da prótese e os exames. Essas informações ajudam a entender o que foi feito e a planejar a correção.
A revisão sempre troca a prótese?
Não. Dependendo do problema, a correção pode ser só nos tecidos, uma mastopexia, uma troca, uma mudança de plano ou a retirada da prótese.
Mamas juntas no meio têm correção?
Têm. Quando a prótese está por cima do músculo, uma das formas de correção é passá-la para baixo dele, onde o osso do esterno ajuda a manter as mamas separadas.
Quer uma nova avaliação da sua mama?
Conte para a equipe quantas cirurgias você já fez e o que te incomoda hoje. A Dra. Nádia avalia o seu caso com calma.
Referências
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Prevenção e tratamento da contratura capsular após implantação de prótese mamária.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.
