Mama tuberosa: o que é e como é a correção | Dra. Nádia Côrtes
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Mama tuberosa: o que é e como é a correção

Muita mulher passa anos achando que a mama "é só diferente" até descobrir que o formato tem nome. A mama tuberosa é uma variação do desenvolvimento, e tem correção.

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Dra. Nádia Côrtes em atendimento
A mama tuberosa pede um planejamento próprio, diferente do aumento comum.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. O que é
  3. Como reconhecer
  4. Por que não é um aumento comum
  5. Como é a cirurgia
  6. Recuperação e resultado
  7. Quando operar
  8. Dúvidas comuns

Resposta rápida

Mama tuberosa é uma alteração do desenvolvimento em que a base da mama fica estreita, o sulco embaixo dela fica alto e a aréola costuma ser grande e saltada, dando à mama um formato de tubo ou de cone. Ela aparece na puberdade, muitas vezes de forma assimétrica. A correção é cirúrgica: a glândula é remodelada para abrir a base, o sulco é descido e, em geral, uma prótese é colocada, às vezes com redução da aréola.

O que é mama tuberosa?

Na puberdade, a mama cresce para todos os lados, para cima, para baixo e para as laterais. Na mama tuberosa, existe um anel de tecido mais firme na base que "segura" esse crescimento. A mama não consegue se espalhar, e o tecido acaba crescendo para a frente, em direção à aréola. O resultado é uma mama com base estreita, pouco volume embaixo e uma aréola que parece "empurrada" para fora.

O nome vem do formato, que lembra um tubo ou um tubérculo. Também aparece como mama tubular ou mama constrita. Não é uma doença, não traz risco à saúde e não tem relação com câncer. Mas costuma pesar muito na autoestima, principalmente porque aparece justamente na adolescência.

Como saber se a minha mama é tuberosa?

Os sinais mais comuns são:

  • Base estreita: a mama ocupa pouco espaço no tórax, com distância grande entre as duas.
  • Sulco alto: a dobra embaixo da mama fica mais perto do mamilo do que o normal, e a parte de baixo é curta.
  • Aréola grande ou saltada: a aréola parece estufada, como uma "bolinha" na ponta da mama.
  • Formato de cone ou tubo: a mama aponta para a frente ou para baixo, sem a curva arredondada embaixo.
  • Assimetria: é frequente um lado ser mais afetado que o outro.

Existem graus. Em alguns casos só a parte de baixo e de dentro da mama é curta. Em outros, toda a base é constrita. Os cirurgiões usam classificações, como a de Grolleau, que divide a mama tuberosa em tipos conforme quantas partes da base estão afetadas. O grau muda a técnica.

Por que a correção é diferente de um aumento comum?

Se uma prótese for colocada em uma mama tuberosa sem tratar o anel da base, ela tende a ficar atrás da glândula com a mama "pendurada" na frente. Aparece o que os cirurgiões chamam de dupla bolha: o contorno da prótese em cima e a glândula constrita embaixo, como dois volumes separados. Por isso a mama tuberosa não é corrigida só com volume.

A cirurgia precisa, em geral, de três passos: abrir a base, descer o sulco e tratar a aréola. A prótese entra como parte do conjunto, e não como a solução inteira.

Isso também explica por que algumas mulheres chegam à consulta depois de já terem colocado silicone, insatisfeitas com o formato, sem saber que a mama era tuberosa. Nesses casos, a correção acontece em uma cirurgia de revisão: a prótese é retirada ou trocada, a glândula é liberada e o sulco é refeito. É mais trabalhoso do que corrigir na primeira cirurgia, mas é possível. Por isso, reconhecer a alteração antes do primeiro aumento faz tanta diferença.

Como é a cirurgia de correção?

  1. Liberação da glândula: por dentro, a glândula é aberta em leque, com incisões que soltam o anel constrito e deixam o tecido se espalhar pela base.
  2. Novo sulco: o sulco é descido para a posição adequada ao tórax, criando a curva de baixo que faltava.
  3. Prótese: na maioria dos casos, uma prótese preenche a base aberta e dá o volume. A posição, por cima ou parcialmente atrás do músculo, depende da cobertura.
  4. Aréola: quando está grande ou saltada, ela é reduzida com uma cicatriz em volta da própria aréola.
  5. Gordura: em alguns casos, o enxerto de gordura ajuda a refinar o contorno. A mama comporta um volume limitado de gordura por sessão, por isso ela costuma complementar, e não substituir, a prótese. Veja lipoenxertia.

Em casos mais graves, a correção pode ser feita em duas etapas. Isso é avaliado na consulta.

Como é a recuperação e o resultado?

A recuperação se parece com a de um aumento de mama com prótese, com alguns cuidados a mais porque a glândula foi remodelada. A mama tuberosa tem uma "memória" de formato, e a pele da parte de baixo, que era curta, precisa de tempo para se esticar. Por isso, a acomodação costuma ser mais lenta, e o resultado final se avalia entre 12 e 24 meses.

É importante saber que a chance de um retoque é maior do que em um aumento comum. A base pode voltar a se contrair um pouco, a assimetria pode persistir em algum grau, ou a cicatriz da aréola pode alargar. A literatura de cirurgia plástica descreve isso com frequência. O objetivo é uma mama com formato muito mais harmônico, não uma mama idêntica à de quem não tinha a alteração.

Quando é a hora de corrigir?

A cirurgia é feita quando a mama já terminou de se desenvolver. Em geral, isso significa esperar o fim da adolescência e alguns anos de mama estável. Veja com quantos anos pode colocar silicone. Também vale pensar na gestação: a mama tuberosa costuma produzir leite, mas a cirurgia mexe na glândula, e isso entra na conversa se você ainda quer amamentar.

Na consulta em Uberlândia, a Dra. Nádia avalia o grau da alteração, mede cada lado e explica qual técnica faz sentido. Ela se dedica a mamoplastias complexas, e a mama tuberosa é um dos casos em que o planejamento faz mais diferença. A indicação é sempre individual.

Dúvidas comuns

Mama tuberosa é doença?

Não. É uma variação do desenvolvimento da mama, não traz perigo para a saúde e não tem relação com câncer. O incômodo costuma ser estético e emocional.

Mama tuberosa tem correção sem prótese?

Em graus leves e em quem já tem volume, às vezes dá para remodelar a glândula e reduzir a aréola sem prótese. Na maioria dos casos, a prótese ajuda a preencher a base aberta.

Quem tem mama tuberosa pode amamentar?

Muitas mulheres conseguem, embora a produção possa ser menor. A cirurgia mexe na glândula, então o desejo de amamentar deve ser conversado antes.

A cicatriz da correção fica onde?

Em geral em volta da aréola, quando ela é reduzida, e às vezes no sulco embaixo da mama, por onde a prótese pode entrar. O planejamento define as vias.

Mama tuberosa volta depois da cirurgia?

A base pode ter alguma tendência a se contrair de novo, e a chance de retoque é maior que em um aumento comum. O acompanhamento nos retornos ajuda a perceber isso cedo.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 22/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Revista científica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  2. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
  3. Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.