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Mama tuberosa é uma alteração do desenvolvimento em que a base da mama fica estreita, o sulco embaixo dela fica alto e a aréola costuma ser grande e saltada, dando à mama um formato de tubo ou de cone. Ela aparece na puberdade, muitas vezes de forma assimétrica. A correção é cirúrgica: a glândula é remodelada para abrir a base, o sulco é descido e, em geral, uma prótese é colocada, às vezes com redução da aréola.
O que é mama tuberosa?
Na puberdade, a mama cresce para todos os lados, para cima, para baixo e para as laterais. Na mama tuberosa, existe um anel de tecido mais firme na base que "segura" esse crescimento. A mama não consegue se espalhar, e o tecido acaba crescendo para a frente, em direção à aréola. O resultado é uma mama com base estreita, pouco volume embaixo e uma aréola que parece "empurrada" para fora.
O nome vem do formato, que lembra um tubo ou um tubérculo. Também aparece como mama tubular ou mama constrita. Não é uma doença, não traz risco à saúde e não tem relação com câncer. Mas costuma pesar muito na autoestima, principalmente porque aparece justamente na adolescência.
Como saber se a minha mama é tuberosa?
Os sinais mais comuns são:
- Base estreita: a mama ocupa pouco espaço no tórax, com distância grande entre as duas.
- Sulco alto: a dobra embaixo da mama fica mais perto do mamilo do que o normal, e a parte de baixo é curta.
- Aréola grande ou saltada: a aréola parece estufada, como uma "bolinha" na ponta da mama.
- Formato de cone ou tubo: a mama aponta para a frente ou para baixo, sem a curva arredondada embaixo.
- Assimetria: é frequente um lado ser mais afetado que o outro.
Existem graus. Em alguns casos só a parte de baixo e de dentro da mama é curta. Em outros, toda a base é constrita. Os cirurgiões usam classificações, como a de Grolleau, que divide a mama tuberosa em tipos conforme quantas partes da base estão afetadas. O grau muda a técnica.
Por que a correção é diferente de um aumento comum?
Se uma prótese for colocada em uma mama tuberosa sem tratar o anel da base, ela tende a ficar atrás da glândula com a mama "pendurada" na frente. Aparece o que os cirurgiões chamam de dupla bolha: o contorno da prótese em cima e a glândula constrita embaixo, como dois volumes separados. Por isso a mama tuberosa não é corrigida só com volume.
A cirurgia precisa, em geral, de três passos: abrir a base, descer o sulco e tratar a aréola. A prótese entra como parte do conjunto, e não como a solução inteira.
Isso também explica por que algumas mulheres chegam à consulta depois de já terem colocado silicone, insatisfeitas com o formato, sem saber que a mama era tuberosa. Nesses casos, a correção acontece em uma cirurgia de revisão: a prótese é retirada ou trocada, a glândula é liberada e o sulco é refeito. É mais trabalhoso do que corrigir na primeira cirurgia, mas é possível. Por isso, reconhecer a alteração antes do primeiro aumento faz tanta diferença.
Como é a cirurgia de correção?
- Liberação da glândula: por dentro, a glândula é aberta em leque, com incisões que soltam o anel constrito e deixam o tecido se espalhar pela base.
- Novo sulco: o sulco é descido para a posição adequada ao tórax, criando a curva de baixo que faltava.
- Prótese: na maioria dos casos, uma prótese preenche a base aberta e dá o volume. A posição, por cima ou parcialmente atrás do músculo, depende da cobertura.
- Aréola: quando está grande ou saltada, ela é reduzida com uma cicatriz em volta da própria aréola.
- Gordura: em alguns casos, o enxerto de gordura ajuda a refinar o contorno. A mama comporta um volume limitado de gordura por sessão, por isso ela costuma complementar, e não substituir, a prótese. Veja lipoenxertia.
Em casos mais graves, a correção pode ser feita em duas etapas. Isso é avaliado na consulta.
Como é a recuperação e o resultado?
A recuperação se parece com a de um aumento de mama com prótese, com alguns cuidados a mais porque a glândula foi remodelada. A mama tuberosa tem uma "memória" de formato, e a pele da parte de baixo, que era curta, precisa de tempo para se esticar. Por isso, a acomodação costuma ser mais lenta, e o resultado final se avalia entre 12 e 24 meses.
É importante saber que a chance de um retoque é maior do que em um aumento comum. A base pode voltar a se contrair um pouco, a assimetria pode persistir em algum grau, ou a cicatriz da aréola pode alargar. A literatura de cirurgia plástica descreve isso com frequência. O objetivo é uma mama com formato muito mais harmônico, não uma mama idêntica à de quem não tinha a alteração.
Quando é a hora de corrigir?
A cirurgia é feita quando a mama já terminou de se desenvolver. Em geral, isso significa esperar o fim da adolescência e alguns anos de mama estável. Veja com quantos anos pode colocar silicone. Também vale pensar na gestação: a mama tuberosa costuma produzir leite, mas a cirurgia mexe na glândula, e isso entra na conversa se você ainda quer amamentar.
Na consulta em Uberlândia, a Dra. Nádia avalia o grau da alteração, mede cada lado e explica qual técnica faz sentido. Ela se dedica a mamoplastias complexas, e a mama tuberosa é um dos casos em que o planejamento faz mais diferença. A indicação é sempre individual.
Dúvidas comuns
Mama tuberosa é doença?
Não. É uma variação do desenvolvimento da mama, não traz perigo para a saúde e não tem relação com câncer. O incômodo costuma ser estético e emocional.
Mama tuberosa tem correção sem prótese?
Em graus leves e em quem já tem volume, às vezes dá para remodelar a glândula e reduzir a aréola sem prótese. Na maioria dos casos, a prótese ajuda a preencher a base aberta.
Quem tem mama tuberosa pode amamentar?
Muitas mulheres conseguem, embora a produção possa ser menor. A cirurgia mexe na glândula, então o desejo de amamentar deve ser conversado antes.
A cicatriz da correção fica onde?
Em geral em volta da aréola, quando ela é reduzida, e às vezes no sulco embaixo da mama, por onde a prótese pode entrar. O planejamento define as vias.
Mama tuberosa volta depois da cirurgia?
A base pode ter alguma tendência a se contrair de novo, e a chance de retoque é maior que em um aumento comum. O acompanhamento nos retornos ajuda a perceber isso cedo.
Quer uma avaliação da sua mama?
Mande uma mensagem para a equipe. Na consulta, a Dra. Nádia avalia o formato da sua mama e explica as opções com calma.
Referências
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Revista científica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.
