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Pode colocar silicone depois dos 40, e muitas mulheres fazem. O que muda é o planejamento: a pele costuma estar menos elástica, a mama tem mais gordura e menos glândula, a queda é mais frequente e os exames antes da cirurgia incluem a avaliação da mama, como a mamografia. Por isso, depois dos 40 é comum a prótese vir junto com uma mastopexia e com volume mais moderado.
Depois dos 40 ainda dá para colocar silicone?
Dá. Não existe uma idade máxima para a cirurgia de mama. O que define se a cirurgia é segura é a sua saúde: pressão, coração, peso, doenças crônicas, remédios em uso. Uma mulher de 48 anos ativa e saudável pode ser uma candidata mais segura do que uma de 30 com IMC alto e fumante. A cirurgia plástica costuma ser indicada com IMC até 30, e sem cigarro por 90 dias antes e 90 dias depois, como a Dra. Nádia orienta.
Muitas mulheres chegam a essa decisão depois dos 40 por bons motivos: os filhos cresceram, a vida financeira está mais organizada e a vontade é antiga. A cirurgia nessa fase costuma ser bem pensada, e isso ajuda.
O que muda na mama depois dos 40?
- Pele: perde colágeno e elasticidade. Ela sustenta menos peso e cede mais com o tempo.
- Composição da mama: a glândula vai sendo substituída por gordura, um processo natural que se acentua perto da menopausa. A mama fica mais macia e "murcha".
- Queda: gestações, amamentação, oscilações de peso e a própria gravidade acumulam efeito. A aréola desce.
- Menopausa: as mudanças hormonais podem alterar o volume e o formato da mama, inclusive depois da cirurgia.
Por isso, o mesmo pedido feito aos 25 e aos 45 pode levar a cirurgias diferentes. Não é que a de 45 seja pior. Ela só precisa olhar para mais coisas ao mesmo tempo: volume, pele e posição da aréola.
Vou precisar de mastopexia junto?
Muitas vezes, sim. Depois dos 40, é comum a mama ter algum grau de queda. Colocar só a prótese em uma mama caída pode deixar a glândula escorrendo por baixo do implante. Quando a aréola está na altura ou abaixo do sulco, a mastopexia costuma entrar no plano, com ou sem prótese.
Um teste que a Dra. Nádia ensina ajuda a pensar: em frente ao espelho, puxe a pele da mama para cima com a mão e sinta a consistência. Se o resultado te agrada, talvez nem seja preciso prótese. Se a mama levantada fica vazia em cima, aí a combinação faz sentido. Veja silicone com mastopexia.
Quais exames mudam depois dos 40?
Além dos exames pré-operatórios de rotina, depois dos 40 a avaliação costuma incluir:
- Exame de imagem da mama: mamografia e, quando indicado, ultrassom, para conferir que não há nada que precise de atenção antes da cirurgia. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos. O Ministério da Saúde e o INCA orientam o rastreamento de rotina entre 50 e 69 anos. As orientações diferem, e o seu médico ajuda a decidir.
- Avaliação do coração: com eletrocardiograma e, conforme o caso, avaliação de um cardiologista.
- Revisão de remédios e hormônios: reposição hormonal e alguns remédios mudam o risco de trombose e precisam ser discutidos com o seu médico e com a cirurgiã antes da cirurgia.
Se você ainda não fez a mamografia de rotina neste ano, faça antes da consulta. Isso adianta o planejamento e evita remarcar a cirurgia por falta de exame. Se algum resultado pedir investigação, ela vem primeiro, e a cirurgia plástica espera.
A trombose é um risco que cresce com a idade, e a prevenção é planejada caso a caso. Leia mais sobre segurança em medo de colocar silicone.
Como escolher a prótese nessa fase?
Com a pele menos elástica, o volume tende a ser mais moderado. Prótese grande em pele que já cede acelera uma nova queda. A Dra. Nádia costuma falar no "eu do futuro": pense em como a mama vai estar aos 60. Ela mesma descreve o caminho comum de quem tem prótese: colocar jovem, rever por volta dos 40 e, por volta dos 60, decidir entre trocar, retirar ou fazer uma mastopexia. Quem coloca aos 45 encurta esse caminho, e vale escolher um volume que envelheça bem e que, se um dia for retirado, deixe uma mama possível de recompor.
Para quem já tem prótese e chegou aos 40, a conversa costuma ser de troca, às vezes com mastopexia, às vezes com retirada. Nem sempre é obrigatório trocar, mas a cápsula em volta da prótese envelhece. Veja como fica a mama depois do explante.
A recuperação é mais lenta depois dos 40?
Pode ser um pouco, principalmente na cicatrização, mas a rotina se parece com a de qualquer idade. Mulheres ativas costumam se recuperar bem, e manter o corpo em movimento antes da cirurgia ajuda no pós. A volta aos treinos segue as mesmas etapas, e o resultado final da mama se avalia entre 12 e 24 meses, depois que a prótese desce e se acomoda. Os cuidados com a cicatriz incluem evitar sol direto nela por 1,5 a 2 anos.
O que levar para a consulta
Leve a mamografia e o ultrassom mais recentes, a lista de remédios e hormônios que você usa e, se já tiver prótese, o cartão do implante e o relatório da cirurgia. Na consulta em Uberlândia, a Dra. Nádia avalia a pele, a queda e o volume, e explica se o seu caso pede prótese, mastopexia ou a combinação das duas. A indicação é sempre individual.
Dúvidas comuns
Existe idade máxima para colocar silicone?
Não existe uma idade máxima. O que define é a sua saúde, avaliada com exames e consulta pré-anestésica, e o que a sua mama precisa.
Depois dos 40 preciso fazer mamografia antes da cirurgia?
A avaliação da mama por imagem costuma fazer parte do preparo nessa idade. O tipo de exame é definido pela cirurgiã junto com as orientações de rastreamento.
A menopausa muda o resultado do silicone?
Pode mudar, porque a mama perde glândula e a pele perde elasticidade. Por isso o volume e a necessidade de mastopexia são pensados também para os próximos anos.
Quem faz reposição hormonal pode operar?
Pode, mas a reposição muda o risco de trombose e precisa ser discutida com o seu médico e com a cirurgiã antes da cirurgia.
Tenho prótese há 20 anos. Preciso trocar?
Não existe prazo fixo para trocar, mas a cápsula envelhece e a mama muda. Uma avaliação com exame de imagem mostra se é hora de trocar, retirar ou só acompanhar.
Quer conversar sobre o seu momento?
Conte para a equipe o que você deseja. Na consulta, a Dra. Nádia avalia a sua mama e explica as opções com calma.
Referências
- Sociedade Brasileira de Mastologia. Orientações sobre saúde da mama e rastreamento.
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de mama: detecção precoce.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
