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Depende do que causa a queixa. Mama separada costuma ter relação com o formato do tórax e da base da mama, e a prótese aproxima o volume, mas não move o osso. Mama baixa geralmente é mama caída, e quem resolve é a mastopexia. Pouco colo é falta de volume na parte de cima, e aí a prótese é a principal ferramenta. Muitas vezes há mais de uma queixa, e as técnicas se combinam.
Separada, baixa ou sem colo: qual é a sua?
Na consulta, essas três frases aparecem muito, às vezes juntas. Separar uma da outra é o primeiro passo, porque cada uma tem uma causa:
| Queixa | O que costuma estar por trás | Principal ferramenta |
|---|---|---|
| Mama separada | Tórax mais largo ou arredondado, base da mama mais lateral | Prótese bem dimensionada, com limites |
| Mama baixa | Queda da mama, aréola abaixo do sulco | Mastopexia |
| Pouco colo | Pouco volume na parte de cima | Prótese, às vezes gordura |
Mama muito separada: o que dá para fazer?
Algumas mulheres têm o tórax mais largo ou arredondado, como um barril, e as mamas naturalmente apontam para os lados. Outras têm uma distância grande entre as mamas desde a adolescência, às vezes ligada a uma mama tuberosa. A prótese ajuda: ela preenche a parte de dentro da mama e faz o volume parecer mais próximo do centro.
Mas existe um limite físico. A prótese fica sobre as costelas. Se o tórax é arredondado, ela tende a seguir essa curva e apontar um pouco para fora. E forçar a loja da prótese em direção ao meio, para "juntar" as mamas, pode soltar a pele do osso esterno e causar simastia, quando as mamas se encontram no meio. Por isso, a meta é aproximar, com segurança, e não colar. Entenda o risco em simastia.
Mama baixa: é caída?
Na maioria das vezes, sim. A mama é considerada caída, ou com ptose, quando a aréola fica na altura ou abaixo do sulco embaixo da mama. Existem graus, do leve ao acentuado. Há também a pseudoptose, em que a aréola está no lugar, mas a glândula escorre para baixo do sulco.
Prótese sozinha não sobe a aréola. Em quedas leves, pode disfarçar. Em quedas moderadas ou acentuadas, o caminho é a mastopexia, que retira a pele que sobra e reposiciona a aréola. Um teste que a Dra. Nádia ensina: em frente ao espelho, levante a pele da mama com a mão. Se o formato que aparece te agrada, talvez a mastopexia sem prótese baste. Se a mama levantada parece vazia em cima, a prótese entra junto.
Há ainda mulheres cuja mama nasce mais baixa no tórax, com o sulco baixo, mesmo sem queda. Nesse caso, a avaliação é mais fina, porque descer ou subir o sulco tem consequências no formato.
Pouco colo: prótese, formato ou gordura?
Pouco colo é a parte de cima da mama vazia, comum depois de amamentar ou emagrecer, e em quem sempre teve pouca mama. Aqui a prótese é a principal ferramenta, e a escolha do formato e do perfil faz diferença:
- Prótese redonda: tende a encher mais a parte de cima.
- Prótese anatômica: tem menos volume em cima e mais embaixo, com aspecto mais discreto. A Dra. Nádia costuma considerá-la para mulheres magras ou esportistas, e explica que ela pode dar um efeito de leve elevação sem cicatriz de mastopexia em alguns casos.
- Perfil mais alto: projeta mais com a mesma base.
- Gordura: o enxerto pode suavizar o colo, mas o volume que a mama comporta é limitado. A Dra. Nádia fala em cerca de 100 a 150 ml por mama, com resultado macio, sem colo marcado.
Veja como essas escolhas mudam o aspecto em silicone natural ou marcado.
E quando as três queixas aparecem juntas?
É frequente. Uma mama depois de duas gestações pode estar caída, vazia em cima e mais lateral ao mesmo tempo. Aí o plano costuma combinar mastopexia e prótese, às vezes com ajustes de gordura. Cada lado pode precisar de uma intensidade diferente, porque quase sempre há assimetria. A combinação deixa a cirurgia mais longa e a recuperação um pouco mais demorada, e isso entra na decisão.
E se eu treino ou corro?
A rotina de treino muda a escolha. Para quem corre, a Dra. Nádia costuma orientar mama mais leve, para o impacto repetido não acelerar a queda. Isso significa que, em uma mulher com pouco colo que corre, a tentação de compensar com uma prótese grande deve ser pesada com cuidado. Para quem faz treino pesado de peito, a posição da prótese também entra na conversa, porque a prótese atrás do músculo pode se mexer quando o peitoral contrai.
Também conta a fase da vida. Quem ainda pensa em engravidar pode preferir esperar, ou escolher uma prótese menor, porque a gestação mexe de novo na queda e no volume.
O que a cirurgia não muda?
- o formato das costelas e do osso esterno;
- a qualidade da pele, como estrias e flacidez de origem genética;
- a ação do tempo, da gravidez e do peso depois da cirurgia.
O resultado final se avalia entre 12 e 24 meses, depois que a prótese desce e se acomoda.
Como é a avaliação
A Dra. Nádia mede a distância entre as mamas, a base de cada uma, a posição da aréola em relação ao sulco e a espessura da pele, e observa o formato do tórax. Na consulta em Uberlândia, ela explica o que cada técnica consegue mudar e o que não muda no seu corpo. A indicação é sempre individual.
Dúvidas comuns
Silicone junta as mamas separadas?
Ajuda a aproximar o volume, porque preenche a parte de dentro da mama. Mas não move as costelas, e forçar demais o meio pode causar simastia.
Mama baixa se resolve só com prótese?
Em queda leve, a prótese pode disfarçar. Quando a aréola está abaixo do sulco, quem sobe a mama é a mastopexia, com ou sem prótese.
Como ganhar colo sem prótese grande?
Escolhendo formato e perfil adequados. Prótese redonda ou de perfil mais alto preenche mais a parte de cima com volume moderado. A gordura ajuda pouco no colo.
Meu tórax é arredondado. A prótese vai apontar para fora?
Ela tende a seguir a curva das costelas. O planejamento de volume, base e posição ajuda a suavizar isso, mas o formato do tórax não muda.
Dá para corrigir mama baixa e separada na mesma cirurgia?
Em muitos casos sim, combinando mastopexia e prótese. A combinação depende das medidas e da qualidade da pele.
Quer entender a sua mama?
Conte para a equipe o que mais te incomoda. Na consulta, a Dra. Nádia mede e explica o que é possível mudar.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
