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Resposta rápida
A mamoplastia não é uma cirurgia perigosa quando bem indicada e feita em hospital, por cirurgião especialista, em paciente preparada, mas ela tem riscos reais. Os mais comuns são pequenos: atraso de cicatrização, abertura de pontos, seroma e cicatriz alargada. Hematoma e infecção acontecem em poucos casos. Complicações graves, como trombose e reação grave à anestesia, são raras. O risco muda com o tipo de mamoplastia e sobe com cigarro, sobrepeso, doenças não controladas e cirurgias combinadas muito longas.
Como pensar no risco de uma mamoplastia?
A Dra. Nádia gosta de comparar a cirurgia com uma viagem de carro. A maioria das viagens termina bem, mas o risco nunca é zero. Ele cai quando o motorista é experiente, o carro está revisado e o trajeto é bem planejado. Na cirurgia, o motorista é a equipe, o carro é o seu corpo preparado e o trajeto é o hospital, a técnica e o pós-operatório. Toda cirurgia tem risco, e a Dra. Nádia prefere dizer isso com todas as letras do que deixar a paciente descobrir no pós-operatório.
Para o risco de colocar prótese, em especial, existe uma página própria: tenho medo de colocar silicone. Aqui o foco é o que muda entre os tipos de mamoplastia.
Os riscos mudam conforme o tipo de mamoplastia?
Mudam. Cada tipo tem riscos comuns a qualquer cirurgia e riscos que são só dele.
| Tipo | Riscos mais ligados a ele |
|---|---|
| Aumento com prótese | Contratura capsular, mau posicionamento, ruptura com os anos, borda da prótese visível, linfoma raro associado à prótese |
| Redutora | Abertura de pontos no encontro das cicatrizes, alteração de sensibilidade, sofrimento de circulação da aréola, cicatriz alargada |
| Mastopexia | Nova queda com o tempo, assimetria, alteração de cicatriz e de sensibilidade |
| Mastopexia com prótese | Soma dos dois grupos, com taxa de revisão mais alta que cada cirurgia isolada |
| Enxerto de gordura | Absorção da gordura, nódulos de necrose gordurosa, cistos de óleo |
Os riscos gerais, que valem para todos, são reação à anestesia, sangramento e hematoma, infecção, seroma, trombose e problemas de cicatrização.
Quais complicações são mais comuns?
As mais frequentes são as menores, e elas costumam ser resolvidas sem nova cirurgia:
- Abertura pequena de ponto, típica da redutora e da mastopexia, no ponto em que a linha vertical encontra o sulco. Em geral fecha com curativos em algumas semanas.
- Seroma, um acúmulo de líquido que pode precisar de punção. Veja seroma depois da cirurgia de mama.
- Cicatriz alargada ou elevada, que depende muito da pele de cada pessoa.
- Alteração de sensibilidade do mamilo e da pele, que muitas vezes melhora ao longo dos meses.
- Pequenas assimetrias, lembrando que nenhuma mulher tem duas mamas iguais antes da cirurgia.
E as complicações graves?
São raras, mas precisam ser ditas.
- Hematoma: sangramento que se acumula, em geral nas primeiras horas ou dias. Acontece em poucos casos e, quando grande, pede retorno ao centro cirúrgico.
- Infecção: pouco frequente. Em cirurgia com prótese, uma infecção pode levar à retirada temporária do implante. Veja sinais de infecção.
- Necrose: morte de uma parte do tecido, da pele, da gordura ou da aréola por falta de circulação. É mais provável em reduções muito grandes, em fumantes e em cirurgias repetidas.
- Trombose e embolia: raras em cirurgia de mama, mas sérias. O risco é avaliado antes e a prevenção começa no centro cirúrgico. Veja silicone e trombose.
- Reação grave à anestesia: muito rara, e é por isso que a cirurgia acontece em hospital, com anestesista e avaliação prévia.
O que aumenta o risco de complicação?
Uma parte do risco está nas mãos da paciente, e isso é uma boa notícia.
- Cigarro: piora a circulação e a cicatrização, e aumenta o risco de abertura de pontos e de necrose. A Dra. Nádia orienta parar 90 dias antes e ficar 90 dias sem fumar depois, o que inclui cigarro eletrônico.
- Peso: ela trabalha com IMC até 30. Acima disso, sobem os riscos de trombose, de infecção e de problemas na cicatriz.
- Doenças não controladas, como diabetes e pressão alta, e uso de alguns remédios.
- Cirurgias combinadas muito longas: quanto maior o tempo de anestesia, maior o risco de trombose. Juntar tudo numa cirurgia só nem sempre compensa.
- Cirurgias anteriores na mesma mama, que mudam a circulação e a qualidade do tecido.
O que é feito para reduzir o risco?
Antes: consulta completa, exames pré-operatórios, avaliação do anestesista e cálculo do risco de trombose. Jejum de 8 horas para sólidos e 2 horas para água, como a Dra. Nádia orienta. No dia: hospital com estrutura, antibiótico preventivo quando indicado, compressão nas pernas e manta térmica para manter o corpo aquecido. Depois: caminhar cedo, sinais de alerta explicados, telefone da equipe à mão e retornos marcados. A cirurgia é feita em Uberlândia, com acompanhamento de perto no consultório.
Outra decisão que pesa é dividir ou não a cirurgia. Juntar prótese, mastopexia e lipoaspiração no mesmo dia parece prático, mas soma horas de anestesia e áreas de recuperação. Em alguns casos, fazer em duas etapas é o caminho mais seguro, e essa conversa faz parte do planejamento.
Que sinais pedem contato com a equipe?
Uma mama que incha muito mais que a outra de forma rápida, dor que piora em vez de melhorar, febre, vermelhidão que se espalha, secreção com cheiro, pele escurecendo perto da aréola, falta de ar ou dor e inchaço em uma perna. Nenhum desses sinais deve esperar o próximo retorno.
Nada disso é para assustar. É para você entrar na cirurgia sabendo o que esperar e o que fazer. A indicação é sempre individual, e a conversa sobre os seus riscos específicos acontece na consulta. Saiba mais sobre quem vai operar em sobre a Dra. Nádia.
Dúvidas comuns
Mamoplastia tem risco de morte?
Toda cirurgia tem esse risco, mas em mamoplastia ele é muito baixo. Ele cai com cirurgião especialista, hospital com estrutura, avaliação anestésica e paciente preparada.
Qual mamoplastia tem mais risco?
Em geral, as que mexem em mais tecido e duram mais, como reduções grandes e mastopexia com prótese. Cirurgias repetidas na mesma mama também pedem mais cuidado.
Fumante pode fazer mamoplastia?
O recomendado é parar 90 dias antes e ficar 90 dias sem fumar depois. O cigarro aumenta o risco de abertura de pontos e de necrose.
O ponto abrir é grave?
Na maioria das vezes, não. Pequenas aberturas, comuns na redutora e na mastopexia, costumam fechar com curativos e acompanhamento.
Mamoplastia redutora é mais arriscada que o silicone?
Ela tem riscos diferentes. Retira mais tecido e deixa cicatriz maior, então problemas de cicatrização são mais frequentes. Já a prótese traz riscos ligados ao implante ao longo da vida.
Como saber se estou apta para operar?
Pela consulta, pelos exames e pela avaliação do anestesista. Peso, cigarro, doenças e remédios entram nessa conta.
Quer falar sobre os seus medos com quem vai operar?
Conte para a equipe o que te preocupa. Na consulta, a Dra. Nádia explica os riscos do seu caso, sem rodeio.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
- Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.
