Mamoplastia é perigosa? Os riscos reais, sem rodeio | Dra. Nádia Côrtes
Mamoplastia: tudo sobre a cirurgia

Mamoplastia é perigosa? Os riscos reais, sem rodeio

A resposta honesta é: toda mamoplastia tem risco, e a maior parte dele é de complicações pequenas. As graves são raras e dependem muito de escolhas feitas antes do dia da cirurgia.

5,0 no Google com 109 avaliações de pacientes
Dra. Nádia Côrtes com a equipe cirúrgica
Segurança é trabalho de equipe: cirurgiã, anestesista, hospital e a própria paciente.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. A comparação da viagem
  3. Riscos por tipo
  4. Os mais comuns
  5. Os mais graves
  6. O que aumenta o risco
  7. O que a equipe faz
  8. Sinais de alerta
  9. Dúvidas comuns

Resposta rápida

A mamoplastia não é uma cirurgia perigosa quando bem indicada e feita em hospital, por cirurgião especialista, em paciente preparada, mas ela tem riscos reais. Os mais comuns são pequenos: atraso de cicatrização, abertura de pontos, seroma e cicatriz alargada. Hematoma e infecção acontecem em poucos casos. Complicações graves, como trombose e reação grave à anestesia, são raras. O risco muda com o tipo de mamoplastia e sobe com cigarro, sobrepeso, doenças não controladas e cirurgias combinadas muito longas.

Como pensar no risco de uma mamoplastia?

A Dra. Nádia gosta de comparar a cirurgia com uma viagem de carro. A maioria das viagens termina bem, mas o risco nunca é zero. Ele cai quando o motorista é experiente, o carro está revisado e o trajeto é bem planejado. Na cirurgia, o motorista é a equipe, o carro é o seu corpo preparado e o trajeto é o hospital, a técnica e o pós-operatório. Toda cirurgia tem risco, e a Dra. Nádia prefere dizer isso com todas as letras do que deixar a paciente descobrir no pós-operatório.

Para o risco de colocar prótese, em especial, existe uma página própria: tenho medo de colocar silicone. Aqui o foco é o que muda entre os tipos de mamoplastia.

Os riscos mudam conforme o tipo de mamoplastia?

Mudam. Cada tipo tem riscos comuns a qualquer cirurgia e riscos que são só dele.

TipoRiscos mais ligados a ele
Aumento com próteseContratura capsular, mau posicionamento, ruptura com os anos, borda da prótese visível, linfoma raro associado à prótese
RedutoraAbertura de pontos no encontro das cicatrizes, alteração de sensibilidade, sofrimento de circulação da aréola, cicatriz alargada
MastopexiaNova queda com o tempo, assimetria, alteração de cicatriz e de sensibilidade
Mastopexia com próteseSoma dos dois grupos, com taxa de revisão mais alta que cada cirurgia isolada
Enxerto de gorduraAbsorção da gordura, nódulos de necrose gordurosa, cistos de óleo

Os riscos gerais, que valem para todos, são reação à anestesia, sangramento e hematoma, infecção, seroma, trombose e problemas de cicatrização.

Quais complicações são mais comuns?

As mais frequentes são as menores, e elas costumam ser resolvidas sem nova cirurgia:

  • Abertura pequena de ponto, típica da redutora e da mastopexia, no ponto em que a linha vertical encontra o sulco. Em geral fecha com curativos em algumas semanas.
  • Seroma, um acúmulo de líquido que pode precisar de punção. Veja seroma depois da cirurgia de mama.
  • Cicatriz alargada ou elevada, que depende muito da pele de cada pessoa.
  • Alteração de sensibilidade do mamilo e da pele, que muitas vezes melhora ao longo dos meses.
  • Pequenas assimetrias, lembrando que nenhuma mulher tem duas mamas iguais antes da cirurgia.

E as complicações graves?

São raras, mas precisam ser ditas.

  • Hematoma: sangramento que se acumula, em geral nas primeiras horas ou dias. Acontece em poucos casos e, quando grande, pede retorno ao centro cirúrgico.
  • Infecção: pouco frequente. Em cirurgia com prótese, uma infecção pode levar à retirada temporária do implante. Veja sinais de infecção.
  • Necrose: morte de uma parte do tecido, da pele, da gordura ou da aréola por falta de circulação. É mais provável em reduções muito grandes, em fumantes e em cirurgias repetidas.
  • Trombose e embolia: raras em cirurgia de mama, mas sérias. O risco é avaliado antes e a prevenção começa no centro cirúrgico. Veja silicone e trombose.
  • Reação grave à anestesia: muito rara, e é por isso que a cirurgia acontece em hospital, com anestesista e avaliação prévia.

O que aumenta o risco de complicação?

Uma parte do risco está nas mãos da paciente, e isso é uma boa notícia.

  • Cigarro: piora a circulação e a cicatrização, e aumenta o risco de abertura de pontos e de necrose. A Dra. Nádia orienta parar 90 dias antes e ficar 90 dias sem fumar depois, o que inclui cigarro eletrônico.
  • Peso: ela trabalha com IMC até 30. Acima disso, sobem os riscos de trombose, de infecção e de problemas na cicatriz.
  • Doenças não controladas, como diabetes e pressão alta, e uso de alguns remédios.
  • Cirurgias combinadas muito longas: quanto maior o tempo de anestesia, maior o risco de trombose. Juntar tudo numa cirurgia só nem sempre compensa.
  • Cirurgias anteriores na mesma mama, que mudam a circulação e a qualidade do tecido.

O que é feito para reduzir o risco?

Antes: consulta completa, exames pré-operatórios, avaliação do anestesista e cálculo do risco de trombose. Jejum de 8 horas para sólidos e 2 horas para água, como a Dra. Nádia orienta. No dia: hospital com estrutura, antibiótico preventivo quando indicado, compressão nas pernas e manta térmica para manter o corpo aquecido. Depois: caminhar cedo, sinais de alerta explicados, telefone da equipe à mão e retornos marcados. A cirurgia é feita em Uberlândia, com acompanhamento de perto no consultório.

Outra decisão que pesa é dividir ou não a cirurgia. Juntar prótese, mastopexia e lipoaspiração no mesmo dia parece prático, mas soma horas de anestesia e áreas de recuperação. Em alguns casos, fazer em duas etapas é o caminho mais seguro, e essa conversa faz parte do planejamento.

Que sinais pedem contato com a equipe?

Uma mama que incha muito mais que a outra de forma rápida, dor que piora em vez de melhorar, febre, vermelhidão que se espalha, secreção com cheiro, pele escurecendo perto da aréola, falta de ar ou dor e inchaço em uma perna. Nenhum desses sinais deve esperar o próximo retorno.

Nada disso é para assustar. É para você entrar na cirurgia sabendo o que esperar e o que fazer. A indicação é sempre individual, e a conversa sobre os seus riscos específicos acontece na consulta. Saiba mais sobre quem vai operar em sobre a Dra. Nádia.

Dúvidas comuns

Mamoplastia tem risco de morte?

Toda cirurgia tem esse risco, mas em mamoplastia ele é muito baixo. Ele cai com cirurgião especialista, hospital com estrutura, avaliação anestésica e paciente preparada.

Qual mamoplastia tem mais risco?

Em geral, as que mexem em mais tecido e duram mais, como reduções grandes e mastopexia com prótese. Cirurgias repetidas na mesma mama também pedem mais cuidado.

Fumante pode fazer mamoplastia?

O recomendado é parar 90 dias antes e ficar 90 dias sem fumar depois. O cigarro aumenta o risco de abertura de pontos e de necrose.

O ponto abrir é grave?

Na maioria das vezes, não. Pequenas aberturas, comuns na redutora e na mastopexia, costumam fechar com curativos e acompanhamento.

Mamoplastia redutora é mais arriscada que o silicone?

Ela tem riscos diferentes. Retira mais tecido e deixa cicatriz maior, então problemas de cicatrização são mais frequentes. Já a prótese traz riscos ligados ao implante ao longo da vida.

Como saber se estou apta para operar?

Pela consulta, pelos exames e pela avaliação do anestesista. Peso, cigarro, doenças e remédios entram nessa conta.

Quer falar sobre os seus medos com quem vai operar?

Conte para a equipe o que te preocupa. Na consulta, a Dra. Nádia explica os riscos do seu caso, sem rodeio.

Agendar pelo WhatsApp
Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 22/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
  2. FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
  3. Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.