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A infecção depois do silicone é pouco comum, com taxas em torno de 1% a 2% nos estudos. Os sinais de alerta são febre, vermelhidão que se espalha, calor, dor que volta a piorar depois de melhorar, uma mama bem mais inchada que a outra e secreção pela cicatriz. Diante desses sinais, procure a equipe no mesmo dia. Quanto mais cedo o tratamento, maior a chance de resolver sem tirar a prótese.
Infecção depois do silicone é comum?
Não é comum. Os estudos de cirurgia de aumento de mama mostram taxas de infecção em torno de 1% a 2%. Ainda assim, é uma das complicações que mais preocupa, porque uma infecção que chega na prótese pode exigir tirá-la por um tempo. Por isso vale conhecer os sinais e não esperar.
A maioria das infecções aparece nas primeiras semanas depois da cirurgia. Mais raramente, ela pode surgir semanas ou meses depois, às vezes de forma mais discreta.
O que é normal e o que é sinal de alerta
O pós-operatório tem sinais que assustam, mas são esperados. O que importa é a direção: o normal vai melhorando com os dias, a infecção piora.
| Costuma ser normal | Sinal de alerta |
|---|---|
| Inchaço nas duas mamas, parecido dos dois lados | Uma mama bem mais inchada, quente e dura que a outra |
| Manchas roxas que vão mudando de cor | Vermelhidão que se espalha e fica mais forte a cada dia |
| Dor que diminui dia após dia | Dor que tinha melhorado e volta a piorar |
| Temperatura levemente alta no primeiro dia | Febre acima de 37,8 °C depois dos primeiros dias, ou com calafrios |
| Pequena secreção clara na cicatriz nos primeiros dias | Secreção amarelada, esverdeada ou com cheiro, ou a cicatriz abrindo |
Lembre que a prótese fica alta e a mama fica com formato estranho no começo. Isso não é infecção. A Dra. Nádia explica esse período em quanto tempo o silicone demora para desinchar.
Apareceu um sinal de alerta. O que fazer?
- fale com a equipe no mesmo dia, com fotos e a temperatura medida;
- não tome antibiótico por conta própria, nem um que sobrou em casa. Ele pode mascarar a infecção e atrapalhar o diagnóstico;
- não aperte nem tente drenar a cicatriz;
- se houver febre alta com mal-estar forte, falta de ar ou tontura, procure um pronto-socorro e avise a equipe.
Como é o tratamento?
Depende de onde está a infecção. Quando ela fica só na pele ou na cicatriz, costuma ser tratada com antibiótico e cuidados locais, e a prótese não é tocada. Quando o líquido infectado chega em volta da prótese, pode ser preciso drenar, lavar a cavidade e usar antibiótico na veia.
Se a infecção não responde ao tratamento, a conduta mais segura costuma ser retirar a prótese daquele lado, tratar a infecção até o fim e esperar o tecido se recuperar, em geral alguns meses, antes de colocar uma prótese nova. É uma situação difícil de ouvir, mas insistir em manter uma prótese infectada costuma piorar o resultado.
Existe ainda um tipo de infecção mais lenta, por micobactérias, que pode aparecer semanas ou meses depois, com uma ferida que não fecha ou pequenos caroços na cicatriz. Ela pede exames específicos e antibióticos próprios, por mais tempo.
O que é feito para prevenir
A prevenção começa antes da cirurgia e passa por vários detalhes:
- cirurgia em hospital, com técnica estéril e antibiótico na hora da anestesia, como recomendam as diretrizes;
- a via de acesso: a Dra. Nádia prefere colocar a prótese pelo sulco da mama, com cicatriz de cerca de 3 a 4 cm, porque as vias pela axila e pela aréola passam por regiões com mais bactérias. Veja por onde entra a prótese;
- cuidados para a prótese ter o mínimo de contato com a pele durante a colocação;
- da sua parte: não fumar, chegar com a glicose controlada e tratar qualquer infecção antes da cirurgia, inclusive de pele, urinária ou dentária.
Cuidados em casa que ajudam
- lave bem as mãos antes de mexer no curativo;
- siga a orientação de banho e curativo da equipe, sem passar pomada ou receita caseira na cicatriz;
- a Dra. Nádia só libera pomada na cicatriz depois de 14 a 21 dias, quando a pele já fechou;
- evite piscina, mar, banheira e sauna até a liberação. Veja praia, piscina e sol depois do silicone;
- use o sutiã limpo e troque quando a equipe orientar.
Quem tem mais risco de infecção?
Algumas situações pedem um cuidado a mais antes da cirurgia:
- diabetes: glicose alta atrapalha a defesa do corpo. Às vezes é pedida a hemoglobina glicada, que mostra a média dos últimos meses;
- uso de corticoide ou de remédios que baixam a imunidade, como os usados em doenças autoimunes;
- cigarro, inclusive o eletrônico;
- cirurgias anteriores na mesma mama, com cicatriz e tecido mais endurecidos;
- IMC acima de 30.
Nada disso impede a cirurgia por si só, mas muda o preparo. Conte tudo na consulta.
Infecção pode endurecer a prótese depois?
Pode estar relacionada. Uma das teorias mais aceitas para a contratura capsular, quando a cápsula em volta da prótese endurece, é a presença de uma camada fina de bactérias na superfície da prótese, chamada biofilme, mesmo sem infecção aparente. Por isso os cuidados contra contaminação na cirurgia também são pensados para reduzir a contratura no longo prazo. Veja contratura capsular.
Quem opera com a Dra. Nádia em Uberlândia sai com o contato da equipe e orientações sobre o que observar em casa. Na dúvida, mande a foto. É sempre melhor perguntar cedo do que esperar o retorno.
Dúvidas comuns
Infecção depois do silicone é comum?
Não. Os estudos mostram taxas em torno de 1% a 2% na cirurgia de aumento de mama.
Quando a infecção costuma aparecer?
Na maioria das vezes nas primeiras semanas. Mais raramente, semanas ou meses depois, de forma mais discreta.
Como saber se a mama está infectada?
Febre, vermelhidão que se espalha, calor, dor que volta a piorar, uma mama bem mais inchada que a outra e secreção pela cicatriz são sinais de alerta.
Infecção sempre faz tirar a prótese?
Não. Infecções superficiais costumam ser tratadas com antibiótico. Quando a infecção atinge a prótese e não responde, a retirada temporária pode ser necessária.
Depois de tirar a prótese por infecção, dá para colocar outra?
Em geral sim, depois que a infecção é tratada e o tecido se recupera, o que costuma levar alguns meses.
Quer operar com acompanhamento de perto?
Agende a avaliação. A Dra. Nádia explica os cuidados que reduzem o risco de infecção e como funciona o acompanhamento no pós.
Referências
- Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Prevenção e tratamento da contratura capsular após implantação de prótese mamária.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
