Neste artigo
Resposta rápida
A trombose depois da cirurgia de silicone é rara: na cirurgia de prótese isolada, os estudos mostram taxas bem abaixo de 1%. O risco sobe com cirurgia longa, procedimentos combinados, IMC alto, cigarro, anticoncepcional com estrogênio e histórico de trombose. A prevenção inclui avaliar o seu risco antes, manter o corpo aquecido e as pernas protegidas na cirurgia, e caminhar cedo depois.
O que é trombose e por que ela aparece depois de uma cirurgia?
Trombose é a formação de um coágulo dentro de uma veia, quase sempre nas pernas. O problema maior é quando um pedaço desse coágulo se solta e vai para o pulmão, o que se chama embolia pulmonar. É raro, mas é grave, e por isso a prevenção é levada a sério em qualquer cirurgia.
Três coisas favorecem a trombose, e uma cirurgia junta as três por algumas horas: o sangue fica mais tempo parado nas pernas, porque você está deitada e imóvel; o corpo reage ao corte ativando a coagulação; e as veias sofrem com a pressão e com a temperatura mais baixa da sala.
Qual o risco de trombose com silicone?
Na cirurgia de prótese de mama feita sozinha, o risco é baixo. Os grandes levantamentos de cirurgia plástica mostram taxas bem abaixo de 1% para o aumento de mama isolado. A cirurgia é relativamente curta, mexe só no tórax e a paciente costuma levantar no mesmo dia.
O risco cresce quando a cirurgia de mama vem junto com outras, principalmente cirurgias de abdômen, porque o tempo de anestesia aumenta e a recuperação fica mais parada. É um dos motivos para pensar duas vezes antes do "pacotão".
O que aumenta o risco de trombose
| Fator | Por que pesa |
|---|---|
| Cirurgia longa ou combinada | Mais horas imóvel e uma recuperação mais lenta para voltar a andar. |
| IMC acima de 30 | O excesso de peso deixa a circulação das pernas mais lenta e o sangue mais propenso a coagular. |
| Cigarro | Lesa a parede das veias e muda a coagulação. |
| Anticoncepcional ou reposição com estrogênio | O estrogênio aumenta a tendência a formar coágulos. |
| Trombose anterior ou casos na família | Pode indicar uma tendência do seu sangue a coagular mais. |
| Varizes importantes, gestação recente, viagem longa logo antes ou depois | Tudo o que deixa o sangue parado nas pernas soma. |
Esses fatores entram numa conta feita antes da cirurgia. Existem escalas que somam pontos para cada um (a mais usada em cirurgia plástica é a de Caprini), e o resultado ajuda a decidir quais medidas de prevenção o seu caso precisa.
O que você faz antes da cirurgia
- Peso: a Dra. Nádia costuma indicar cirurgia plástica com IMC até 30. Veja qual o peso ideal para operar.
- Cigarro: a orientação dela é parar 90 dias antes e seguir 90 dias sem fumar depois.
- Hormônios: conte se usa pílula, anel, adesivo ou reposição. Em alguns casos, a troca ou a pausa é conversada com o seu ginecologista. Tem uma página sobre isso: precisa parar o anticoncepcional?
- Histórico: diga se você ou alguém da família já teve trombose, embolia ou aborto de repetição. Pode ser indicado investigar antes.
- Movimento: quem chega na cirurgia com o corpo ativo costuma levantar mais fácil depois.
O que é feito durante a cirurgia
Dentro do centro cirúrgico, as pernas costumam ficar protegidas com meia elástica e, em muitos casos, com botas de compressão que inflam e desinflam sozinhas, imitando a panturrilha caminhando. O corpo é mantido aquecido: a Dra. Nádia usa manta térmica, porque o frio atrapalha a coagulação e a circulação. O tempo de cirurgia planejado também conta, e é por isso que juntar procedimentos é uma decisão técnica, não de conveniência.
Em pacientes com risco mais alto, pode ser indicado um anticoagulante em injeção por alguns dias. Ele não é usado em todas, porque também aumenta o risco de sangramento e hematoma. A indicação é individual.
E depois da cirurgia?
Aqui você tem um papel enorme. Na cirurgia de prótese com recuperação rápida, a ideia é a paciente levantar, andar e ir para casa no mesmo dia. Em casa, a orientação geral é:
- caminhar pela casa várias vezes ao dia, mesmo que pouco;
- mexer os pés e as pernas quando estiver deitada ou sentada;
- beber água;
- usar a meia de compressão pelo tempo indicado;
- evitar viagem longa de carro ou avião nos primeiros dias, e se precisar, parar para andar. Veja viajar de avião depois da cirurgia de mama.
Quem vem de outra cidade precisa de cuidado extra?
Precisa de planejamento. Muitas pacientes vêm de outras cidades para operar, e uma viagem longa de carro, ônibus ou avião logo depois da cirurgia soma horas sentada, com as pernas paradas. O mais seguro é ficar perto do hospital nos primeiros dias, até o primeiro retorno, e só então voltar para casa.
Na estrada, pare a cada uma ou duas horas para caminhar alguns minutos, beba água e use a meia de compressão durante todo o trajeto. Se a volta for de avião, pergunte à equipe a partir de quando é liberado e se o seu caso pede algum cuidado a mais. Quem já tem histórico de trombose deve combinar a logística da viagem ainda na consulta.
Quais sinais pedem atendimento na hora?
Procure a equipe ou um pronto-socorro se aparecer:
- inchaço, dor ou endurecimento na panturrilha, principalmente de uma perna só;
- perna mais quente ou mais vermelha que a outra;
- falta de ar de repente, dor no peito que piora ao respirar, tosse com sangue ou coração disparado.
Os sintomas de pulmão são emergência. Não espere passar e não espere a consulta de retorno. Quem opera com a Dra. Nádia em Uberlândia sai da cirurgia com o contato da equipe para essas situações.
Dúvidas comuns
Silicone dá trombose?
A trombose pode acontecer depois de qualquer cirurgia, mas na prótese de mama isolada ela é rara, com taxas bem abaixo de 1% nos estudos.
Toda paciente toma anticoagulante depois da cirurgia de mama?
Não. O anticoagulante é indicado para quem tem risco mais alto, porque ele também aumenta a chance de sangramento. A decisão é individual.
Quanto tempo depois da cirurgia o risco de trombose continua?
O período de maior atenção são as primeiras semanas, principalmente os primeiros dias. Caminhar cedo e seguir as orientações reduz esse risco.
Quem já teve trombose pode colocar silicone?
Pode ser possível, mas o caso precisa de uma avaliação mais cuidadosa, às vezes com exames de sangue e conversa com o hematologista ou o vascular antes.
Precisa usar meia de compressão depois do silicone?
Em geral sim, pelo tempo que a equipe indicar. Ela ajuda o sangue a voltar das pernas enquanto você se movimenta menos.
Quer saber como fica a prevenção no seu caso?
A Dra. Nádia avalia o seu histórico, os seus hormônios e o tipo de cirurgia, e explica cada cuidado antes, durante e depois.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Trombose venosa: informações para pacientes.
- Ministério da Saúde. Portal do Ministério da Saúde.
