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A mamoplastia redutora pode ser considerada na adolescência quando a mama grande causa dor, limita a vida e não melhora com medidas simples. Em geral, a recomendação é esperar a mama parar de crescer, o que se confirma quando o tamanho fica estável por pelo menos 6 a 12 meses, e o peso também estar estável. Casos de crescimento muito rápido e volumoso podem ser avaliados antes. A decisão envolve a adolescente, os responsáveis e, muitas vezes, o pediatra ou o ginecologista.
Mama grande na adolescência é só estética?
Não. A mama muito grande para o corpo, que os médicos chamam de hipertrofia mamária ou macromastia, pode causar dor nas costas, no pescoço e nos ombros, assaduras embaixo da mama, marcas da alça do sutiã e dificuldade para correr e fazer educação física. Na adolescência ainda pesa o lado emocional: vergonha do corpo, roupas largas para esconder, comentários na escola.
Estudos com adolescentes que passaram pela redutora mostram melhora da dor, da autoestima e da qualidade de vida depois da cirurgia. Ou seja, a queixa merece ser ouvida com seriedade, e não tratada como "fase".
Com quantos anos pode fazer mamoplastia redutora?
Não existe uma idade fixa no calendário. O que conta é a mama ter parado de crescer. Se a cirurgia é feita enquanto a glândula ainda está se desenvolvendo, a mama pode voltar a crescer depois, e uma segunda redução pode ser necessária.
Na prática, a referência mais usada é:
- mama com o mesmo tamanho por pelo menos 6 a 12 meses, sem trocar de número de sutiã;
- alguns anos depois da primeira menstruação;
- peso estável, porque a mama da adolescente costuma ter bastante gordura e muda junto com a balança.
Por isso muitas redutoras de adolescentes acontecem por volta dos 16 aos 18 anos. A exceção é a hipertrofia juvenil (ou virginal), um crescimento muito rápido e volumoso, às vezes em poucos meses, que pode precisar de avaliação mais cedo, junto com outros especialistas.
Se a dúvida é sobre colocar prótese, e não reduzir, o tema é outro: veja com quantos anos pode colocar silicone.
O que dá para fazer antes de pensar em cirurgia?
Algumas medidas aliviam bastante enquanto a mama ainda está crescendo ou enquanto a família decide:
- Sutiã certo: muitas meninas usam o tamanho errado. Um sutiã com alças largas e boa sustentação embaixo, medido em loja especializada, já reduz a dor.
- Top esportivo firme para a educação física e para correr.
- Fortalecimento das costas e postura, com fisioterapia ou educador físico.
- Cuidado com a pele embaixo da mama, para evitar assadura e micose no calor.
- Peso: quando há sobrepeso, emagrecer costuma diminuir a mama, porque parte dela é gordura.
Se mesmo assim a dor e a limitação continuam, a redutora entra na conversa.
Como é a consulta de uma adolescente?
Menor de idade sempre vai acompanhada de um responsável, e a autorização dele é obrigatória para a cirurgia. Mas a consulta é dela. A conversa é com a adolescente, sobre o que incomoda, o que ela espera e o que entende da cirurgia, e não só com a mãe ou o pai.
Nessa conversa entram pontos que pesam mais nessa idade:
- A vontade é dela? A decisão precisa partir da adolescente, não de pressão de fora.
- Expectativa realista: a redutora diminui e levanta a mama, mas deixa cicatriz em volta da aréola e, em geral, uma linha vertical e às vezes outra no sulco. Veja como fica em redução de mama: recuperação e cicatriz.
- Amamentação no futuro: muitas mulheres conseguem amamentar depois da redutora, mas parte delas não consegue amamentar só no peito. É uma informação que a família precisa ter antes.
- A mama ainda vai mudar: gestação, peso e idade continuam agindo sobre a mama operada.
Às vezes a consulta termina com a decisão de esperar mais alguns meses e medir de novo. Isso também é um bom resultado.
A cirurgia é diferente em quem é jovem?
A técnica é a mesma da redutora em adultas: retirar parte da glândula, da gordura e da pele e subir a aréola, mantendo a aréola ligada ao tecido para preservar a circulação e, sempre que possível, a sensibilidade e a capacidade de amamentar. Os detalhes estão em mamoplastia redutora: como funciona.
O que muda é o cuidado com algumas coisas típicas da idade. A pele jovem cicatriza bem, mas tem mais tendência a cicatriz alargada ou alta (hipertrófica e queloide), então o cuidado com a cicatriz e com o sol nos primeiros anos é ainda mais importante. A Dra. Nádia orienta evitar sol na cicatriz por 1,5 a 2 anos. E o pós-operatório precisa caber na rotina da escola, com afastamento da educação física até a liberação.
Quais são os riscos da redutora na adolescência?
São os mesmos de qualquer redutora: sangramento, infecção, abertura de pontos, cicatriz alargada, diferença entre as mamas, alteração da sensibilidade do mamilo e, mais raramente, sofrimento da circulação da aréola. Em adolescentes saudáveis e sem cigarro, as complicações graves são pouco frequentes, mas existem, e ninguém deve operar sem conhecê-las.
O risco que mais pesa nessa idade é operar cedo demais e a mama voltar a crescer. Por isso, esperar a mama estabilizar não é burocracia: é o que dá mais chance de uma cirurgia só.
Também vale lembrar que a decisão não precisa ser tomada de uma vez. Muitas famílias fazem uma primeira consulta, medem a mama, voltam meses depois e só então decidem. Para quem mora em Uberlândia ou na região, esse acompanhamento ao longo do tempo é simples de organizar, e permite comparar as medidas com calma. Quando faz sentido, a conversa inclui o pediatra ou o ginecologista que acompanha a menina, porque eles conhecem a história do crescimento dela.
Se a adolescente pratica esporte, isso também entra no plano. Corrida, vôlei e outras atividades de impacto são justamente o que muitas meninas com mama grande deixam de fazer, e a volta a elas é liberada por etapas depois da cirurgia.
Dúvidas comuns
Adolescente pode fazer mamoplastia redutora?
Pode, quando a mama grande causa dor e limitação e já parou de crescer. A cirurgia precisa da autorização dos responsáveis e de uma decisão que parta da própria adolescente.
Como saber se a mama parou de crescer?
A referência é o tamanho ficar estável por pelo menos 6 a 12 meses, sem trocar de número de sutiã, com o peso também estável.
Se operar cedo, a mama pode crescer de novo?
Pode. Se a glândula ainda estiver se desenvolvendo, a mama pode voltar a aumentar, e às vezes uma segunda cirurgia é necessária. Por isso se espera a estabilização.
Depois da redutora, ela vai conseguir amamentar?
Muitas mulheres conseguem amamentar depois da redutora, mas parte delas não consegue amamentar só no peito. O risco depende da técnica e da quantidade de tecido retirado, e é conversado na consulta.
Emagrecer resolve a mama grande?
Ajuda quando há sobrepeso, porque parte da mama é gordura. Mas quando a mama é grande por glândula, emagrecer diminui pouco o tamanho.
A cicatriz em adolescente fica pior?
A pele jovem cicatriza bem, mas tem mais tendência a cicatriz alta ou alargada. O cuidado com a cicatriz e o sol nos primeiros anos faz diferença.
Vamos conversar sobre o caso da sua filha?
Agende uma avaliação com a Dra. Nádia. A consulta é feita com a família junto, sem pressa, para decidir o momento certo.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Saúde do adolescente.
- American Society of Plastic Surgeons. Breast reduction and breast lift: informações para pacientes.
