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Resposta rápida
Na mamoplastia redutora, a cirurgiã retira parte da glândula, da gordura e da pele da mama, sobe a aréola para uma posição mais alta e remonta a mama menor. A aréola não é solta: ela fica presa a uma faixa de tecido chamada pedículo, que leva sangue e nervos até ela. A cirurgia é feita com anestesia geral, costuma levar de duas a quatro horas, o tecido retirado é enviado para análise e a cicatriz, em geral, contorna a aréola, desce em linha vertical e muitas vezes segue pelo sulco da mama.
O que a mamoplastia redutora faz?
Ela resolve três coisas de uma vez: diminui o volume, levanta a mama e reposiciona a aréola, que costuma ser reduzida também. Por isso a redutora se parece muito com a mastopexia, com a diferença de que aqui sai bastante tecido além da pele.
Quem procura a redutora em geral fala de dor nas costas e no pescoço, marca funda da alça do sutiã, assadura embaixo da mama ou dificuldade para correr e treinar. Os sinais e as indicações estão em redução de mama: quando é indicada. Esta página explica a cirurgia por dentro.
Como é planejada a nova mama?
Tudo começa na marcação, com a paciente em pé. A cirurgiã define onde a aréola vai ficar, em geral na altura do sulco da mama projetada na frente do corpo, e desenha a área de pele que será retirada. Também mede a distância entre a aréola atual e o sulco, a largura da base da mama e a distância até o meio do peito. Essas medidas decidem o tamanho final possível e o desenho da cicatriz.
Um cuidado que pesa aqui: a aréola, depois de subir, não desce mais. Uma aréola posicionada alta demais é difícil de corrigir. Por isso a marcação é conservadora.
Como a aréola continua viva se ela muda de lugar?
Essa é a parte mais técnica e mais importante da redutora. A aréola não é cortada e colada em outro lugar. Ela continua presa a uma faixa de tecido mamário, o pedículo, que carrega os vasos e parte dos nervos. A cirurgiã retira o tecido em volta do pedículo e "gira" ou sobe esse bloco até a nova posição.
Existem vários desenhos de pedículo, conforme o lado de onde vem a circulação:
- superior ou superomedial: muito usados em reduções pequenas e moderadas;
- inferior: comum em mamas grandes, e a base de várias técnicas de sustentação interna;
- outros desenhos, escolhidos pelo formato e pelo tamanho de cada mama.
Em mamas muito grandes, quando o pedículo ficaria longo demais para nutrir a aréola com segurança, existe a opção de retirar a aréola e recolocá-la como enxerto. É uma exceção, com um preço alto: a sensibilidade e a capacidade de amamentar costumam se perder. Quando é cogitada, é conversada antes.
Quanto de mama é retirado?
Varia muito. Em reduções pequenas, saem algumas centenas de gramas por lado. Em mamas muito grandes, pode passar de um quilo de cada lado. O tecido retirado é pesado separadamente em cada mama, o que ajuda a equilibrar a diferença de tamanho que quase toda mulher tem.
O tamanho final não é só uma escolha de gosto. Ele depende do pedículo, que precisa de volume para manter a circulação, e da proporção com o seu tronco. Quem pede "a menor possível" às vezes precisa ouvir que a mama precisa ficar um pouco maior para a aréola ficar segura.
O tecido retirado vai para exame?
Em geral, sim. O tecido costuma ser enviado para análise no laboratório de patologia, o anatomopatológico. Na maioria das vezes o resultado é de tecido mamário normal. Raramente aparece uma alteração que não tinha sido vista nos exames de imagem, e aí a paciente é encaminhada para acompanhamento. Por isso também os exames antes da cirurgia incluem avaliação de imagem da mama, conforme a idade e o histórico.
Como fica a cicatriz da redutora?
A pele que sobra precisa sair, e a cicatriz acompanha essa quantidade. Em reduções maiores, o desenho mais comum é o T invertido: em volta da aréola, uma linha vertical e uma linha no sulco. Em reduções menores e pele boa, dá para usar cicatrizes mais curtas, como a em L ou a vertical, ou short scar. A cicatriz fica mais avermelhada nos primeiros meses e costuma clarear ao longo de um a dois anos. Sol na cicatriz deve ser evitado nesse período.
Quanto tempo dura e como é o dia?
A redutora é feita em hospital, com anestesia geral, e costuma levar de duas a quatro horas, conforme o tamanho da mama e o que é associado. Durante a cirurgia, a paciente é colocada quase sentada para conferir a simetria. O fechamento é feito em camadas, e o uso de dreno depende do caso. Cuidados contra a trombose, como compressão nas pernas, entram desde o começo, porque é uma cirurgia mais longa que um aumento simples.
Na recuperação, os primeiros dias são de aperto e inchaço. A mama fica alta e mais achatada embaixo no início, e o formato se acomoda ao longo dos meses. O passo a passo da volta à rotina está em recuperação e cicatriz da redução.
O que conversar na consulta
Leve as queixas físicas em detalhe, o número de sutiã atual, o histórico de gestações e de peso e se você pensa em amamentar no futuro. Conte também se treina. No consultório em Uberlândia, a Dra. Nádia examina, explica qual pedículo e qual cicatriz combinam com a sua mama e o que é realista em tamanho final. A indicação é individual. Mais sobre o procedimento na página de mamoplastia.
Dúvidas comuns
A aréola é cortada e colocada de volta?
Na grande maioria das reduções, não. Ela continua presa a uma faixa de tecido, o pedículo, que mantém a circulação. O enxerto da aréola é reservado a mamas muito grandes.
A redutora tira a sensibilidade do mamilo?
Pode alterar. É comum a sensibilidade mudar nos primeiros meses e, em boa parte dos casos, ela volta total ou parcialmente. Uma perda permanente pode acontecer, principalmente em reduções muito grandes.
Posso amamentar depois da redutora?
Muitas mulheres conseguem, ao menos em parte, quando o pedículo preserva a ligação da aréola com a glândula. Não há como prometer, e isso deve ser conversado antes.
Quanto tempo dura a cirurgia?
Em geral, de duas a quatro horas, conforme o tamanho da mama e o que é feito junto.
O tecido retirado é examinado?
Em geral, sim. Ele costuma ser enviado para análise em laboratório de patologia. Na maioria das vezes o resultado é normal.
A mama pode crescer de novo?
A glândula retirada não volta. Mas a mama pode aumentar com ganho de peso, gestação ou mudanças hormonais.
Quer entender como seria a sua redução?
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Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Acervo de artigos sobre mamoplastia e mastopexia.
- Sociedade Brasileira de Mastologia. Portal da SBM.
