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Resposta rápida
Mamoplastia short scar é a mastopexia ou a redução feita com cicatriz em volta da aréola e uma linha vertical até o sulco, sem a cicatriz horizontal longa do T invertido, ou com ela bem curta. Ela costuma ser indicada para quedas leves a moderadas e reduções pequenas a moderadas, em pele de boa qualidade. No começo a mama fica alta e com pregas na parte de baixo da cicatriz, que se acomodam ao longo de semanas a meses. Em mamas muito grandes ou com muita pele sobrando, ela pode deixar sobras e precisar de retoque.
O que é a mamoplastia short scar?
"Short scar" é inglês para cicatriz curta. Na cirurgia de mama, o nome é usado para as técnicas de cicatriz vertical: um círculo em volta da aréola e uma linha descendo dela até o sulco da mama, como um pirulito. A diferença para a técnica tradicional em T invertido é que não existe a cicatriz longa deitada no sulco, ou ela é só um pequeno complemento.
Ela pode ser usada na mastopexia, na mastopexia com prótese e na mamoplastia redutora. Também existe uma versão ainda menor, só em volta da aréola, chamada periareolar, reservada para quedas bem leves.
Como é possível tirar a pele sem a cicatriz do sulco?
Na técnica em T, a sobra de pele é retirada em duas direções: na vertical e na horizontal. Na short scar, a retirada é concentrada na vertical. A cirurgiã remodela a glândula por dentro, juntando os pilares laterais da mama como se fechasse uma cortina, e a pele acompanha esse fechamento.
O detalhe é que a pele da parte de baixo fica pregueada no fim da cirurgia, como um tecido franzido. A técnica conta com o tempo: nas semanas seguintes, essa pele se retrai e as pregas somem na maior parte dos casos. É por isso que a short scar exige pele com boa capacidade de retração.
Como ela se compara com as outras cicatrizes?
| Técnica | Desenho | Costuma servir para |
|---|---|---|
| Periareolar | Só em volta da aréola | Queda bem leve, pouca pele |
| Short scar (vertical) | Aréola e linha vertical | Queda leve a moderada, redução pequena a moderada |
| Em L | Aréola, vertical e linha curta para fora | Queda moderada, sobra de pele lateral |
| T invertido | Aréola, vertical e linha no sulco | Queda grande, reduções grandes |
Uma explicação mais detalhada de cada desenho está em cicatriz da mastopexia: periareolar, em L ou em T invertido.
Para quem a short scar é indicada?
Os casos que costumam combinar com a técnica têm algumas coisas em comum:
- queda leve a moderada, com a aréola não muito abaixo do sulco;
- redução de volume pequena a moderada;
- pele de boa qualidade, sem muitas estrias e sem flacidez extrema;
- paciente sem grandes variações de peso pela frente.
Mulheres mais jovens, sem grande perda de peso e com mama de tamanho médio são as candidatas mais frequentes. Depois de emagrecimentos grandes, como na cirurgia bariátrica, a pele costuma ter menos retração, e técnicas com mais cicatriz tendem a dar um resultado mais estável. Veja cirurgia de mama depois da bariátrica.
Na mastopexia com prótese, a cicatriz vertical também pode ser usada, mas com mais cautela. A prótese empurra a pele para fora enquanto a mastopexia tenta apertá-la, e essa tensão dificulta a retração das pregas. Por isso, quando há prótese, a tendência é escolher implantes contidos e, se a pele pedir, aceitar uma cicatriz um pouco maior. Quem já fez cirurgia na mama antes também precisa de avaliação cuidadosa, porque cicatrizes antigas mudam a circulação e a forma como a pele se acomoda.
Quando a cicatriz curta não é uma boa ideia?
Quando a quantidade de pele sobrando é grande. Forçar uma cicatriz vertical numa mama que pede um T pode deixar sobra de pele no sulco, uma "orelha" no fim da cicatriz, pregas que não se resolvem ou um formato achatado embaixo. Nesses casos, um pequeno retoque com anestesia local pode ser necessário, e às vezes ele acaba acrescentando um pedaço de cicatriz horizontal.
Também não faz sentido escolher a técnica pelo tamanho da cicatriz e depois aceitar um formato pior. Uma cicatriz um pouco maior, num formato bonito e estável, costuma incomodar menos do que uma cicatriz curta numa mama que não assentou. A escolha é da cirurgiã junto com a paciente, olhando a mama de verdade.
Como a mama fica nas primeiras semanas?
Diferente do que muita gente espera. Logo depois da cirurgia, a mama com short scar costuma ficar:
- alta, com a parte de cima bem cheia;
- achatada embaixo, com a aréola parecendo baixa em relação ao volume;
- pregueada na parte de baixo da cicatriz vertical.
Isso é esperado. Ao longo das semanas e dos meses, o volume desce, a parte de baixo arredonda e as pregas se retraem. É o tipo de fase em que vale lembrar o bordão da Dra. Nádia: "fica feio pra depois ficar bonito". O resultado final da cirurgia de mama, segundo ela, aparece entre 12 e 24 meses. Fotos do primeiro mês não servem para julgar o resultado.
Os cuidados com a cicatriz seguem o padrão: pomada só depois de 14 a 21 dias, quando liberada, e nada de sol na cicatriz por um ano e meio a dois anos, como a Dra. Nádia orienta. Veja cuidados com a cicatriz da mama.
Como saber se serve para você
Só o exame responde. No consultório em Uberlândia, a Dra. Nádia mede a distância entre a aréola e o sulco, avalia a qualidade da pele e o volume que vai sair, e explica qual desenho de cicatriz combina com a sua mama. Se a short scar não for indicada, você sai sabendo por quê. Mais sobre o procedimento na página de mamoplastia.
Dúvidas comuns
Short scar é a mesma coisa que cicatriz vertical?
Na maioria das vezes, sim. É a cicatriz em volta da aréola com uma linha vertical até o sulco, sem a linha horizontal longa.
Por que a mama fica pregueada embaixo?
Porque a pele sobrando é franzida na linha vertical em vez de ser retirada na horizontal. Ela costuma se retrair ao longo de semanas a meses.
Toda mama pode ser operada com short scar?
Não. Mamas muito grandes ou com muita pele sobrando costumam precisar de cicatriz em L ou em T para um resultado estável.
A short scar precisa de retoque?
Em uma parte dos casos, sim, principalmente quando sobra uma pequena prega no fim da cicatriz. O retoque costuma ser simples, com anestesia local.
Dá para fazer short scar com prótese?
Em casos selecionados, sim. A combinação exige planejamento cuidadoso do tamanho da prótese e da pele.
Quer conversar sobre a sua cicatriz antes de decidir?
Conte para a equipe o que te incomoda. Na consulta, a Dra. Nádia mostra o desenho de cicatriz possível para a sua mama.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Acervo de artigos sobre mamoplastia e mastopexia.
