Mamoplastia com enxerto de gordura: quando combina | Dra. Nádia Côrtes
Mamoplastia: tudo sobre a cirurgia

Mamoplastia com enxerto de gordura: quando combina

A gordura do próprio corpo pode entrar em quase todo tipo de mamoplastia. Não para substituir tudo, mas para resolver detalhes que a prótese ou a pele sozinhas não resolvem.

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Dra. Nádia Côrtes em atendimento sobre lipoenxertia de mama
O enxerto de gordura funciona melhor como complemento, nos detalhes do contorno da mama.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. O que é
  3. As combinações
  4. Gordura com prótese
  5. Quanto volume
  6. Como é feito
  7. Junto ou depois
  8. Para quem é
  9. Riscos e exames
  10. Na consulta
  11. Dúvidas comuns

Resposta rápida

O enxerto de gordura combina com a mamoplastia quando falta um pouco de volume ou de contorno que a cirurgia principal não resolve sozinha: disfarçar a borda da prótese em mulheres magras, preencher o colo depois de uma mastopexia ou de um explante, ou corrigir pequenas diferenças entre as mamas. A gordura é retirada por lipoaspiração, tratada e injetada em pequenas porções. O ganho de volume é limitado, parte da gordura é absorvida e pode ser preciso mais de uma sessão.

O que é a mamoplastia com enxerto de gordura?

É qualquer cirurgia de mama em que, além do procedimento principal, entra gordura do próprio corpo para preencher. O nome técnico do enxerto é lipoenxertia. A gordura sai de uma área com sobra, como abdômen, flancos ou coxas, é preparada e injetada na mama.

A lipoenxertia também pode ser feita sozinha, e isso está explicado em lipoenxertia de mama: para quem é indicada. Aqui o foco é outro: quando a gordura entra como parceira de uma mamoplastia.

Com quais mamoplastias a gordura combina?

Cirurgia principalO que a gordura faz
Aumento com próteseCobre a borda da prótese em quem tem pouca mama e pouca gordura no colo
MastopexiaDá um preenchimento leve no colo, sem implante
ExplanteSuaviza o vazio que a prótese deixa
Revisão de cirurgiaCorrige degraus, afundamentos e marcas no contorno
AssimetriaAcrescenta volume só onde falta

Na redutora, a gordura entra com menos frequência, porque a queixa costuma ser excesso. Ela aparece em casos selecionados, para dar um pouco de colo a uma mama que ficou bem menor.

Por que colocar gordura se já vai ter prótese?

Em mulheres magras, com pouca glândula, a borda de cima da prótese pode marcar no colo, e em algumas a prótese pode ondular sob a pele. A gordura engrossa essa cobertura. É uma das situações em que a combinação faz mais sentido. Outras formas de proteger a prótese, como a posição atrás do músculo ou em dual plane, entram no mesmo planejamento. Veja silicone em mulher magra.

Quanto volume a gordura acrescenta?

Pouco, e isso precisa ficar claro desde o começo. A Dra. Nádia costuma explicar que cabe algo em torno de 100 a 150 ml de gordura por mama, e que o resultado é macio, sem aquele colo marcado de prótese.

Além disso, nem toda gordura injetada sobrevive. O corpo absorve uma parte nos primeiros meses. Os estudos mostram variação grande, mas é comum falar em perda de um terço a metade do que foi injetado. Por isso o volume do primeiro mês não é o final, e algumas pacientes precisam de uma segunda sessão para chegar onde queriam.

Como o enxerto é feito durante a mamoplastia?

  1. Retirada: lipoaspiração suave da área doadora, com cânulas finas, para não machucar as células de gordura.
  2. Preparo: a gordura é separada do líquido e do sangue, por decantação, filtragem ou centrifugação.
  3. Injeção: a gordura entra em pequenas quantidades, em vários túneis e camadas. Gordura concentrada num ponto só tem mais chance de não pegar.

A gordura pode ser colocada antes ou depois da etapa principal, conforme a técnica. Isso aumenta o tempo de cirurgia, e a área doadora passa a fazer parte da recuperação: muitas pacientes relatam que a região da lipo incomoda mais que a própria mama nos primeiros dias, e pode ser indicado o uso de cinta.

É melhor colocar a gordura junto ou em outra cirurgia?

Depende do objetivo. Quando a gordura serve para cobrir a borda de uma prótese nova ou preencher o colo depois de uma mastopexia, fazer tudo no mesmo tempo cirúrgico evita uma segunda anestesia. Quando a ideia é corrigir detalhes, como um afundamento ou uma pequena diferença entre as mamas, pode fazer mais sentido esperar a mama assentar e só depois enxertar, porque fica mais fácil ver onde realmente falta volume.

Depois de um explante, as duas formas são usadas. Algumas cirurgiãs preferem colocar a gordura no mesmo dia; outras preferem esperar a pele se retrair e avaliar de novo. Também existe a questão do espaço: logo depois de tirar uma prótese, a cavidade que ela ocupava ainda está ali, e a gordura não deve ser injetada nesse espaço vazio, só no tecido em volta. A escolha é feita caso a caso, pesando segurança, tempo de cirurgia e o resultado esperado.

Quem é boa candidata?

  • quem tem gordura para doar. Mulheres muito magras às vezes não têm o suficiente;
  • quem está com o peso estável, porque a gordura enxertada acompanha as variações do corpo;
  • quem espera um ganho discreto e entende que pode precisar de mais de uma etapa;
  • quem não fuma, porque o cigarro piora a circulação e a sobrevivência da gordura.

Quais os riscos e o que muda nos exames?

Além dos riscos comuns da cirurgia, a gordura pode formar pequenos nódulos quando uma parte dela não sobrevive. Isso se chama necrose gordurosa. Também podem aparecer cistos de óleo e calcificações. Na maioria das vezes são alterações benignas, mas elas aparecem no ultrassom e na mamografia e podem gerar dúvida.

Por isso, quem fez enxerto deve contar isso a quem faz os exames de rotina. Um radiologista experiente costuma diferenciar essas alterações, às vezes com exames complementares. Antes da cirurgia, a avaliação de imagem da mama, conforme a idade e o histórico, é parte do preparo.

Como é decidido

No consultório em Uberlândia, a Dra. Nádia avalia a mama, a área doadora e o que você espera. Se o objetivo depende de volume que a gordura não entrega, ela fala isso com clareza antes de qualquer plano. A indicação é sempre individual. Se você está pensando em tirar a prótese, veja também explante com lipoenxertia.

Dúvidas comuns

A gordura enxertada na mama é definitiva?

A parte que sobrevive nos primeiros meses tende a permanecer. Ela acompanha o seu peso: se você engordar ou emagrecer, aquela região também muda.

Quanto de gordura cabe na mama?

A Dra. Nádia costuma falar em algo em torno de 100 a 150 ml por mama por sessão. Parte desse volume é absorvida pelo corpo.

O enxerto de gordura atrapalha a mamografia?

Pode gerar alterações benignas, como calcificações e cistos de óleo, que o radiologista costuma diferenciar. Avise sempre que fez enxerto.

De onde a gordura é retirada?

De áreas com sobra, como abdômen, flancos ou coxas. A escolha depende do seu corpo.

Mulher muito magra pode fazer?

Às vezes não há gordura suficiente para doar. Isso é avaliado na consulta, junto com outras formas de cobrir a prótese.

Quer entender se a gordura completa a sua cirurgia?

Conte para a equipe qual cirurgia você está pensando em fazer. Na consulta, a Dra. Nádia explica onde a gordura ajuda e onde ela não chega.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 22/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
  2. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Acervo de artigos sobre mamoplastia e mastopexia.
  3. Sociedade Brasileira de Mastologia. Portal da SBM.