Mamoplastia tem risco de trombose? Como a equipe previne | Dra. Nádia Côrtes
Mamoplastia: tudo sobre a cirurgia

Mamoplastia tem risco de trombose? Como a equipe previne

A trombose é rara na mamoplastia, mas é uma das complicações que a equipe mais leva a sério. Saber o que aumenta o risco e o que você pode fazer ajuda a operar mais tranquila.

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Dra. Nádia Côrtes correndo no parque
Caminhar cedo depois da cirurgia é uma das medidas mais simples contra a trombose.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. O que é a trombose
  3. Qual o risco
  4. O que aumenta o risco
  5. Já teve trombose?
  6. Antes da cirurgia
  7. Durante a cirurgia
  8. Depois da cirurgia
  9. Dúvidas comuns

Resposta rápida

Sim, existe risco, mas ele é baixo. Na mamoplastia redutora e na mastopexia feitas sozinhas, os grandes levantamentos mostram trombose em bem menos de 1% das pacientes, um pouco mais do que no aumento com prótese, porque a cirurgia é mais longa. O risco sobe muito quando a mama é operada junto com abdômen ou outras áreas, e com fatores como IMC alto, cigarro, estrogênio e histórico de trombose. A prevenção começa na consulta e segue até você voltar a andar normalmente.

O que é trombose e por que preocupa depois da mamoplastia?

Trombose é um coágulo que se forma dentro de uma veia, quase sempre na perna. O perigo maior é um pedaço desse coágulo se soltar e ir para o pulmão, o que se chama embolia pulmonar. É raro, mas pode ser grave, e por isso a prevenção faz parte de qualquer cirurgia, inclusive na mama.

A cirurgia favorece o coágulo por três motivos ao mesmo tempo: você fica horas deitada e parada, o corpo ativa a coagulação como reação ao corte, e as veias das pernas sofrem com a imobilidade e a temperatura da sala. A página silicone e trombose explica isso no aumento com prótese. Aqui o foco é a redutora e a mastopexia.

Qual o risco de trombose na mamoplastia redutora e na mastopexia?

Baixo. Os grandes bancos de dados de cirurgia plástica mostram taxas bem abaixo de 1% para a redutora e a mastopexia feitas sozinhas. Elas ficam um pouco acima do aumento com prótese, por dois motivos: duram mais e às vezes têm pernoite, com menos movimento nas primeiras horas.

Onde o risco cresce de verdade é na combinação. Quando a mama é operada no mesmo tempo que o abdômen, como na chamada "mommy makeover", os estudos mostram um aumento claro da trombose em relação à mama sozinha. A cirurgia fica mais longa, a recuperação mais parada e a barriga operada dificulta a respiração profunda e a caminhada. É um dos motivos de a Dra. Nádia desconfiar do pacotão: ela compara com o chocolate quente grande, que sai em conta, mas você não precisava dele.

O que aumenta o risco de trombose?

FatorPor que pesa
Cirurgia longa ou combinadaMais horas imóvel e uma volta mais lenta à caminhada.
IMC acima de 30Circulação mais lenta nas pernas e mais tendência a coagular.
CigarroLesa a parede dos vasos e altera a coagulação.
Anticoncepcional ou reposição com estrogênioO estrogênio aumenta a tendência a formar coágulos.
Trombose anterior ou casos na famíliaPode indicar uma tendência do sangue a coagular mais.
Idade acima de 40 a 60 anos, varizes importantes, gestação ou parto recentesCada um soma pontos na avaliação de risco.
Viagem longa logo antes ou depoisMais horas sentada, com as pernas paradas.

A equipe soma esses fatores numa escala de pontos, a mais usada em cirurgia plástica é a de Caprini, para decidir quais medidas de prevenção o seu caso precisa.

Quem já teve trombose pode fazer mamoplastia?

Muitas vezes, pode, mas com um planejamento diferente. Uma trombose anterior é um dos fatores que mais pesam na avaliação. Antes de marcar, costuma ser indicado conversar com o hematologista ou o angiologista, entender por que aquela trombose aconteceu (depois de um parto, de uma viagem, por anticoncepcional ou sem causa aparente) e, às vezes, investigar alterações da coagulação no sangue.

Com essas informações, a equipe decide se a cirurgia é segura, qual tipo de mamoplastia faz mais sentido e quais medidas entram na prevenção, que costuma incluir remédio anticoagulante no pós. Em alguns casos, a orientação é preferir uma cirurgia mais curta ou adiar. É uma conversa que precisa acontecer antes, e nunca ser descoberta no dia.

Como a trombose é prevenida antes da cirurgia?

  • Consulta completa: contar se já teve trombose, se alguém na família teve, se usa hormônio e se vai viajar perto da data.
  • Peso: a Dra. Nádia costuma indicar cirurgia com IMC até 30.
  • Cigarro: a orientação dela é parar 90 dias antes e seguir 90 dias sem fumar depois.
  • Hormônios: em algumas pacientes, a pausa do anticoncepcional ou da reposição com estrogênio é combinada com o ginecologista. Veja precisa parar o anticoncepcional?. Não suspenda por conta própria.
  • Planejar uma cirurgia só, quando o risco somado de várias for alto.

E durante a cirurgia?

  • Corpo aquecido: a Dra. Nádia usa manta térmica, porque a queda da temperatura atrapalha a circulação e a coagulação.
  • Pernas protegidas: meias de compressão e, conforme o risco, aparelhos que massageiam as pernas de forma intermitente durante a cirurgia.
  • Tempo de cirurgia sem excesso: planejamento para usar a sala só com o que precisa ser feito.
  • Posição adequada na mesa, sem compressão das pernas.

O que você faz depois para evitar a trombose?

A medida mais simples é também uma das mais eficazes: levantar e caminhar cedo, ainda no dia da cirurgia, com ajuda. Em casa, ande pela casa várias vezes ao dia, mexa os pés quando estiver deitada (como se pisasse num pedal) e beba água. Repouso na mamoplastia não é ficar parada na cama.

Em pacientes com risco maior, pode ser indicado remédio anticoagulante por alguns dias, em injeção ou comprimido. Essa decisão pesa o risco de trombose contra o risco de sangramento na mama operada, e é individual.

Evite viagens longas de carro ou avião nas primeiras semanas. Se for inevitável, combine com a equipe, porque às vezes são indicadas meias e outras medidas. Quem vem de fora para operar em Uberlândia deve planejar ficar alguns dias na cidade.

Procure atendimento na hora se aparecer dor na panturrilha com inchaço de uma perna só, ou falta de ar súbita, dor no peito que piora ao respirar ou tosse com sangue. Esses sinais não esperam o retorno. Veja os demais em sinais de alerta depois da mamoplastia.

Dúvidas comuns

A mamoplastia redutora tem mais risco de trombose que a prótese?

Um pouco mais, porque é mais longa, mas o risco continua baixo, bem abaixo de 1% nos grandes levantamentos quando a cirurgia é feita sozinha.

Fazer mama e abdômen juntos aumenta o risco?

Aumenta. A combinação deixa a cirurgia mais longa e a recuperação mais parada, e os estudos mostram mais trombose do que na mama sozinha.

Vou precisar tomar injeção para afinar o sangue?

Só quando o seu risco justificar. A decisão pesa a prevenção da trombose contra o risco de sangramento e é individual.

Preciso usar meia de compressão?

Na cirurgia, a proteção das pernas costuma fazer parte da prevenção. Depois, o uso e o tempo são orientados pela equipe conforme o seu risco.

Quais sinais de trombose devo observar em casa?

Dor e inchaço na panturrilha de uma perna só, falta de ar súbita, dor no peito ao respirar ou tosse com sangue. Nesses casos, procure atendimento imediatamente.

Quer operar com o seu risco bem avaliado?

Agende a avaliação. A Dra. Nádia revisa a sua saúde, explica o risco do seu caso e como vai ser a prevenção antes, durante e depois da cirurgia.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 22/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Trombose venosa: informações para pacientes.
  2. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
  3. American Society of Plastic Surgeons. Breast reduction and breast lift: informações para pacientes.