Mastite em quem tem silicone: o que fazer | Dra. Nádia Côrtes
Segurança e preparo

Mastite em quem tem silicone: o que fazer

Mama vermelha, quente, dolorida e febre no meio da amamentação. Para quem tem prótese, a mastite traz uma preocupação a mais: será que chega no silicone? Veja o que fazer.

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Ensaio de gestante da Dra. Nádia Côrtes
A maior parte das mastites acontece na amamentação, com ou sem prótese.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. O que é mastite
  3. E o silicone?
  4. O que fazer
  5. Quando é mais sério
  6. Exame amamentando
  7. Mastite sem amamentar
  8. Como prevenir
  9. Depois da mastite
  10. Dúvidas comuns

Resposta rápida

Mastite é uma inflamação da mama, quase sempre durante a amamentação, e pode acontecer em quem tem silicone como em qualquer mulher. O primeiro passo é procurar o médico que acompanha a amamentação e avisar que você tem prótese. Na maioria das vezes, a mastite fica na glândula e não atinge o silicone, e em geral a amamentação pode continuar. Febre que não cede, área endurecida que não melhora ou inchaço grande de uma mama pedem ultrassom, para descartar abscesso ou líquido em volta da prótese, e contato com a sua cirurgiã.

O que é mastite?

Mastite é uma inflamação no tecido da mama. A forma mais comum acontece na amamentação, principalmente nas primeiras semanas e meses: o leite se acumula numa área, a mama inflama e às vezes uma infecção por bactéria se instala. Os sinais típicos são uma área vermelha, quente, endurecida e dolorida, de um lado, muitas vezes com febre, calafrio e mal-estar, como uma gripe.

Hoje as sociedades de amamentação entendem a mastite como um espectro: começa com congestão e inflamação, pode evoluir para infecção e, em poucos casos, para abscesso, que é uma bolsa de pus. A Academy of Breastfeeding Medicine atualizou as orientações em 2022, com menos massagem forte e menos esvaziamento excessivo do que se fazia antes.

Ter silicone muda alguma coisa?

A mastite acontece na glândula, que fica na frente da prótese. Na grande maioria das vezes, a inflamação fica ali e o silicone não é atingido. Quem tem prótese não parece ter mais mastite do que quem não tem.

O cuidado a mais existe porque a prótese é um corpo estranho: se uma infecção passa da glândula para o espaço em volta do implante, o tratamento fica mais complicado. É raro, mas é por isso que vale avisar que tem silicone e não esperar demais quando os sintomas não melhoram. A prótese também pode deixar o exame físico um pouco mais difícil, e o ultrassom ajuda a ver o que está acontecendo.

Estou com mastite e tenho silicone. O que faço?

  1. Procure o médico que acompanha você na amamentação, o obstetra, o ginecologista ou o mastologista, e diga que tem prótese.
  2. Continue amamentando, se não houver outra orientação. Em geral, a amamentação pode e deve continuar. O leite da mama inflamada não faz mal ao bebê.
  3. Não faça massagem forte nem tente "desmanchar" o caroço com força. Toque leve e compressas frias entre as mamadas costumam ajudar mais.
  4. Não esvazie em excesso com bomba além do que o bebê mama: isso estimula mais produção e pode piorar.
  5. Antibiótico só com prescrição. Quando a infecção é provável, o médico escolhe um compatível com a amamentação.
  6. Avise a sua cirurgiã se os sintomas não melhoram, se a mama inchar muito ou se a prótese parecer diferente.

Quais sinais indicam algo mais sério?

SinalO que pode ser
Febre que não melhora em 24 a 48 horas de tratamentoInfecção que precisa de reavaliação ou de troca de antibiótico
Área endurecida que cresce, com ponto mole e flutuanteAbscesso, que pede ultrassom e, em geral, drenagem
Mama inteira muito inchada, de forma diferente da outraLíquido ou infecção em volta da prótese, que precisa de imagem
Calafrio forte, tontura, mal-estar intensoInfecção espalhando, motivo para pronto atendimento

Nesses casos, o ultrassom é o exame mais útil: mostra se há abscesso e se existe líquido em volta da prótese. Se a infecção chegar ao implante, o tratamento é conduzido junto com a cirurgiã e pode envolver antibiótico na veia, drenagem e, quando não responde, a retirada temporária da prótese. Veja infecção depois do silicone.

Dá para fazer exame de imagem amamentando?

Dá. O ultrassom é o exame mais usado durante a amamentação, não tem radiação e mostra bem abscessos, coleções de leite e líquido em volta da prótese. A mamografia também pode ser feita quando há indicação, de preferência logo depois de mamar ou tirar o leite, para a mama estar mais vazia. Avise sempre que está amamentando e que tem prótese. Nenhum desses exames exige parar a amamentação. Se o ultrassom mostrar uma coleção de pus, a drenagem costuma ser feita com agulha guiada pelo próprio ultrassom, com cuidado redobrado para não tocar na prótese.

E mastite sem estar amamentando?

Existe, mas é menos comum. Pode aparecer em fumantes, perto da aréola, em mulheres com piercing no mamilo ou como formas inflamatórias raras, como a mastite granulomatosa. Em quem tem prótese, uma mama vermelha e inchada fora da amamentação merece avaliação logo, porque também pode ser infecção da prótese ou outra causa que precisa de exame. Quem conduz a investigação costuma ser o mastologista, com a cirurgiã plástica junto quando a prótese está envolvida.

Dá para prevenir a mastite?

  • pega correta do bebê, com ajuda de consultora de amamentação ou banco de leite se houver dor ou fissura;
  • mamadas pela demanda do bebê, sem longos intervalos forçados nem esvaziamento exagerado;
  • cuidar das fissuras no mamilo, que são porta de entrada para bactérias;
  • sutiã que sustente sem apertar, evitando pressão num ponto da mama.

Para quem ainda vai engravidar e já tem prótese, vale ler quem tem silicone pode amamentar. A maioria consegue, e saber disso antes ajuda a se preparar.

E depois que a mastite passa?

Quando a mastite fica só na glândula e é tratada, a prótese em geral não sofre nada. Depois da amamentação, se você notar mudança de formato, endurecimento ou assimetria nova, procure a cirurgiã para uma avaliação. Para quem pensa em cirurgia de mama depois de ter filhos, a Dra. Nádia orienta esperar 6 meses após o fim do aleitamento. As pacientes dela em Uberlândia podem levar essas dúvidas para o retorno.

Dúvidas comuns

Quem tem silicone pode ter mastite?

Pode, como qualquer mulher que amamenta. A mastite acontece na glândula, que fica na frente da prótese, e na maioria das vezes não atinge o silicone.

Posso continuar amamentando com mastite e silicone?

Em geral, sim. A amamentação costuma continuar durante o tratamento, a não ser que o médico oriente diferente.

A mastite pode infectar a prótese?

É raro, mas pode acontecer quando a infecção passa para o espaço em volta do implante. Febre que não cede ou inchaço grande de uma mama pedem ultrassom e contato com a cirurgiã.

Posso tomar antibiótico por conta própria?

Não. O antibiótico, quando indicado, é escolhido pelo médico, compatível com a amamentação.

Massagem forte ajuda a desmanchar o caroço da mastite?

As orientações atuais desaconselham massagem forte. Toque leve, compressas frias e mamadas pela demanda do bebê costumam ajudar mais.

Quem devo procurar quando tenho mastite e silicone?

O médico que acompanha a amamentação primeiro, avisando da prótese. A cirurgiã entra se os sintomas não melhoram ou se a mama com prótese mudar.

Ficou com alguma dúvida sobre a sua prótese?

Mande uma mensagem para a equipe da Dra. Nádia em Uberlândia e conte o que aconteceu.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 25/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Academy of Breastfeeding Medicine. Protocolo clínico nº 36: o espectro da mastite.
  2. Sociedade Brasileira de Mastologia. Informações para a população.
  3. Ministério da Saúde. Portal do Ministério da Saúde.