Necrose na mamoplastia: o que é e quem tem mais risco | Dra. Nádia Côrtes
Mamoplastia: tudo sobre a cirurgia

Necrose na mamoplastia: o que é e quem tem mais risco

Necrose é uma palavra que assusta, e muita gente só ouve falar dela em fotos de casos graves na internet. Aqui você entende o que ela é de verdade, quando é pequena, quando é séria e o que pesa no seu risco.

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Dra. Nádia Côrtes no centro cirúrgico
Boa parte da prevenção da necrose acontece antes do dia da cirurgia, no preparo e no planejamento.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. O que é necrose
  3. Onde ela aparece
  4. Quem tem mais risco
  5. Como se previne
  6. Sinais de alerta
  7. Se acontecer
  8. Como pesar isso
  9. Dúvidas comuns

Resposta rápida

Necrose é a morte de um pedaço de tecido que deixou de receber sangue suficiente depois da cirurgia. Na mamoplastia, ela pode atingir uma área pequena de pele (mais comum no encontro das cicatrizes em T), parte da aréola ou a gordura dentro da mama. É pouco frequente e, na maioria das vezes, pequena. O risco sobe com cigarro, diabetes descontrolado, sobrepeso, mamas muito grandes e cirurgias anteriores na mama.

O que é necrose depois da mamoplastia?

Toda parte do corpo vive do sangue que chega até ela. Na mamoplastia, a cirurgiã corta pele, move a glândula e, nas redutoras e mastopexias, leva a aréola para uma posição mais alta presa a um "pedículo", que é a faixa de tecido que leva o sangue até ela. Quando a circulação de alguma área fica abaixo do necessário, aquele pedaço de tecido sofre. Se o sofrimento for intenso, ele morre. Isso é a necrose.

A palavra é a mesma para coisas de tamanho muito diferente. Pode ser uma casquinha escura de poucos milímetros na ponta de uma cicatriz, que fecha sozinha com curativo, ou, raramente, a perda de parte da aréola. Saber de qual estamos falando muda tudo.

Onde a necrose pode aparecer?

TipoComo apareceO que costuma acontecer
PeleÁrea escura ou crosta, mais comum no ponto onde a cicatriz vertical encontra a do sulcoNa maioria das vezes é pequena e fecha com curativos em algumas semanas
Aréola e mamiloAréola arroxeada ou escura nos primeiros dias, depois crostaPerda parcial é pouco comum, perda total é rara; pode precisar de reconstrução depois
Gordura (necrose gordurosa)Nódulo endurecido sentido ao toque semanas ou meses depoisÉ benigna, muitas vezes amolece sozinha; às vezes precisa de exame de imagem para confirmar

A necrose gordurosa merece uma palavra a mais, porque assusta quem sente um caroço depois da cirurgia. Ela é uma cicatrização da gordura que ficou com pouca circulação, não é câncer e não vira câncer. Mesmo assim, todo nódulo novo deve ser mostrado para a equipe, que decide se pede ultrassom.

Quem tem mais risco de necrose na mamoplastia?

Nos estudos de mamoplastia redutora e mastopexia, a perda parcial da aréola aparece em poucos por cento dos casos e a perda total é rara. Mas esse número muda muito de uma paciente para outra. O que mais pesa:

  • Cigarro, inclusive eletrônico e narguilé. A nicotina fecha os vasos pequenos. A Dra. Nádia orienta parar 90 dias antes e seguir 90 dias sem fumar depois. Veja por que o cigarro pesa tanto.
  • Mamas muito grandes: quanto maior a distância que a aréola precisa subir, mais longo o pedículo e mais difícil levar sangue até a ponta.
  • Sobrepeso e diabetes descontrolado: atrapalham a cicatrização. A Dra. Nádia trabalha com IMC até 30 para cirurgia eletiva.
  • Cirurgias anteriores na mama: cicatrizes antigas podem ter cortado vasos que a nova cirurgia precisaria usar.
  • Radioterapia prévia na mama.
  • Tensão demais: mastopexia com prótese grande, ou pele fechada muito apertada, comprime a circulação.

Como a equipe reduz esse risco?

A prevenção começa na consulta. É ali que entram o histórico de cirurgias anteriores, o hábito de fumar, o peso e as doenças. Em quem já operou a mama antes, entender o que foi feito ajuda a escolher um pedículo que não dependa de vasos já cortados. A Dra. Nádia se apresenta como especialista em mamoplastias complexas, e é justamente nesses casos que esse estudo prévio faz mais diferença.

Na cirurgia, a escolha da técnica, do tamanho da prótese (quando houver) e da tensão no fechamento são decisões que protegem a circulação. Em mamas muito volumosas, às vezes a opção mais segura é soltar a aréola e colocá-la como enxerto, uma técnica com suas próprias consequências, que é discutida antes. Depois da cirurgia, sutiã que não aperte demais, nada de bolsa de gelo direto na pele e retornos nos primeiros dias completam o cuidado.

Quais sinais pedem contato com a equipe?

  • aréola que fica roxa, muito escura ou fria nas primeiras horas ou dias;
  • área de pele que escurece, forma bolha ou crosta preta;
  • cicatriz que começa a abrir, com secreção ou mau cheiro;
  • vermelhidão que se espalha, com febre.

Uma aréola levemente arroxeada nas primeiras horas pode ser só congestão e melhorar sozinha. Quem decide é a equipe, olhando. Mande foto e não espere o retorno marcado. A lista completa está em sinais de alerta depois da mamoplastia.

Se acontecer, como é o tratamento?

A maioria das necroses de pele é tratada com curativos, às vezes com retirada da crosta no consultório, e a ferida fecha por baixo em algumas semanas. É um período chato, de mais retornos e mais paciência, mas costuma terminar bem. A cicatriz dessa região pode ficar mais larga, e um retoque pode ser planejado depois de meses, com tudo cicatrizado.

Na aréola, o caminho depende da extensão. Pequenas perdas costumam cicatrizar com curativo e ficam com a cor um pouco diferente. Perdas maiores podem precisar de reconstrução da aréola ou de micropigmentação no futuro. A necrose gordurosa, na maioria das vezes, só é acompanhada.

Como pesar esse risco na sua decisão

A necrose não é motivo para desistir de uma mamoplastia, mas é motivo para levar o preparo a sério. A Dra. Nádia gosta de comparar o risco cirúrgico com uma viagem de carro: ele existe, e diminui quando o carro está revisado, o motorista é experiente e o trajeto foi planejado. A parte do "carro revisado" é sua: parar de fumar de verdade, chegar com peso e exames em ordem e contar tudo na consulta. Em Uberlândia, a avaliação revê esses pontos antes de qualquer data ser marcada.

Dúvidas comuns

Necrose na mamoplastia é comum?

Não. Pequenas áreas de pele que demoram a cicatrizar são as mais frequentes. A perda parcial da aréola aparece em poucos por cento dos casos nos estudos, e a perda total é rara.

Necrose na mama tem cura?

Tem tratamento. A maioria fecha com curativos em algumas semanas. Quando a cicatriz fica larga ou a aréola perde parte da cor, dá para planejar um retoque meses depois.

Caroço duro depois da redução de mama é necrose?

Pode ser necrose gordurosa, que é benigna. Mas todo nódulo novo deve ser avaliado pela equipe, que decide se precisa de ultrassom.

Quem fuma tem mais risco de necrose?

Sim, e é um dos fatores mais importantes. A orientação da Dra. Nádia é parar 90 dias antes e seguir 90 dias sem fumar depois, inclusive cigarro eletrônico.

Aréola roxa depois da mamoplastia é necrose?

Não necessariamente. Pode ser congestão temporária. Mande foto para a equipe no mesmo dia, porque quanto mais cedo a avaliação, mais opções existem.

Quer entender o seu risco antes de decidir?

Na consulta, a Dra. Nádia revisa seu histórico, seus hábitos e suas cirurgias anteriores e explica o que muda no seu caso.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 22/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
  2. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Acervo de artigos sobre mamoplastia redutora e mastopexia.
  3. American Society of Plastic Surgeons. Breast reduction and breast lift: patient information.