Silicone atrapalha o treino ou a performance? | Dra. Nádia Côrtes
Silicone e treino

Silicone atrapalha o treino ou a performance?

Depois da recuperação, a maioria das mulheres treina como antes. Mas o tamanho da prótese, a posição dela e o seu esporte mudam a resposta. Aqui está o que costuma pesar em cada modalidade.

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Dra. Nádia Côrtes correndo uma prova de rua
A Dra. Nádia é corredora e atleta amadora, e leva o seu esporte para o planejamento da cirurgia.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. A resposta curta
  3. Quanto pesa a prótese
  4. E a força?
  5. Esporte por esporte
  6. Lutas e contato
  7. E o fôlego?
  8. O tempo parado
  9. Como decidir
  10. Dúvidas comuns

Resposta rápida

Na maioria das mulheres, o silicone não atrapalha o treino de forma perceptível depois da recuperação. O que pode pesar é o volume da prótese, que acrescenta peso no peito em esportes de impacto, e a posição: quando ela fica parcialmente atrás do músculo, a mama pode mudar de formato quando o peitoral contrai. Os meses de recuperação também contam. Tudo isso é planejado na consulta, a partir do seu esporte.

O silicone deixa a mulher mais lenta ou mais fraca?

Para a maioria, não. Depois que a recuperação termina, mulheres com prótese correm, levantam peso, nadam e competem. O que existe são três pontos que podem fazer diferença, dependendo do esporte:

  • o peso que a prótese acrescenta ao peito;
  • a posição da prótese em relação ao peitoral;
  • o tempo parado durante a recuperação.

Nenhum deles é motivo para desistir. São motivos para planejar, e é isso que a consulta faz. E cada um pesa de um jeito conforme o esporte que você pratica e o quanto você treina por semana.

Quanto pesa uma prótese de silicone?

De forma aproximada, cada ml de prótese pesa perto de 1 grama. Uma prótese de 300 ml pesa em torno de 300 gramas, e as duas juntas somam perto de 600 gramas a mais no peito.

Na musculação, esse peso é irrelevante. Na corrida, ele balança a cada passada e trabalha contra a pele que sustenta a mama. Por isso, para quem corre, a Dra. Nádia costuma planejar uma mama o mais leve possível, para o impacto não acelerar a queda com o tempo. O mesmo raciocínio vale para quem pula, salta e faz esportes de quadra.

Na mesma linha, às vezes o que atrapalha o treino não é a falta de volume, e sim o excesso. Uma mama grande e pesada pode doer na corrida e limitar o movimento. Nesses casos, a conversa pode ser a redução de mama, e não a prótese.

E a força no peitoral?

Quando a prótese fica parcialmente atrás do músculo, no dual plane, parte das fibras de baixo do peitoral é solta para acomodar a prótese. Estudos pequenos sugerem que a maioria das mulheres não perde força importante para a vida e para o treino comum, mas a evidência ainda é limitada e os resultados variam.

O ponto mais comum não é força, é sensação: a mama pode subir ou achatar durante o supino, a flexão ou a braçada. Isso se chama mama dinâmica e está explicado em mama que mexe quando contrai o peitoral. Com a prótese por cima do músculo, esse efeito não acontece.

O que pesar em cada esporte

EsporteO que costuma pesarO que entra na conversa
CorridaImpacto repetido, peso da mamaPrótese mais leve, top de alta sustentação
Musculação pesada de peitoMama dinâmica, deslocamento ao longo dos anosPosição da prótese, recursos de sustentação
CrossFitMistura de impacto, peito e corpo penduradoTamanho e posição, volta por grupos de movimento
NataçãoBraçada contrai o peitoral o tempo todoPosição da prótese, espera da cicatriz
Tênis e beach tennisSaque e golpe com o braço acima da cabeça, saltosTamanho, top esportivo
LutasPressão direta e trauma no peitoTamanho, proteção, tempo maior de volta
Ciclismo, yoga, pilatesPouco, depois da recuperaçãoPosturas com apoio nos braços na volta

E as lutas e esportes de contato?

As próteses atuais são resistentes e aguentam a pressão do dia a dia e do esporte. Mesmo assim, em lutas como jiu-jitsu, muay thai e judô, a mama recebe pressão direta e golpes. Um trauma forte pode causar hematoma, dor e, raramente, dano à prótese. Com o tempo, traumas repetidos também são citados entre os fatores que podem favorecer a contratura capsular, quando a cápsula em volta da prótese endurece.

Para quem luta, a volta ao contato costuma ser a mais demorada, e o tamanho da prótese pesa ainda mais na escolha. Converse sobre isso antes de operar, inclusive sobre o uso de protetor de peito no treino.

O silicone tira o fôlego?

Não. A prótese fica na frente das costelas, fora da caixa torácica, e não ocupa o espaço dos pulmões. Ela não reduz a capacidade de respirar. O que muita paciente sente nas primeiras semanas é outra coisa: o inchaço, o sutiã cirúrgico justo e a cicatrização dão uma sensação de peito "apertado", que passa conforme a recuperação avança.

Depois de liberada, se o top estiver apertando a ponto de atrapalhar a respiração, o problema é o tamanho do top, não a prótese. Vale testar outro modelo antes de diminuir o ritmo do treino.

O tempo parado também conta

Talvez o maior efeito do silicone na performance seja o período de recuperação. Entre a cirurgia e a carga liberada passam, em geral, cerca de três meses, com volta por etapas. Para quem compete, isso pede escolher a data com cuidado, longe de provas e campeonatos importantes.

A Dra. Nádia costuma orientar o contrário do que muita gente faz: não parar de treinar antes da cirurgia. Quem chega ativa se recupera melhor e volta mais rápido ao ritmo. O calendário completo está em quando voltar a treinar depois do silicone.

Como decidir sabendo de tudo isso

Leve para a consulta o seu esporte, a frequência, se você compete e o que você não quer perder. Com isso, a Dra. Nádia avalia o seu corpo e explica qual tamanho, qual formato e qual posição fazem sentido, e o que você vai sentir em cada opção. Pacientes de Uberlândia e de fora fazem os retornos de liberação com a equipe, etapa por etapa.

Dúvidas comuns

Silicone atrapalha na corrida?

Depois da recuperação, a maioria corre normalmente. A prótese acrescenta peso ao peito, por isso para quem corre costuma ser planejada uma mama mais leve, com top de alta sustentação no treino.

Quem tem silicone perde força no supino?

Estudos pequenos sugerem que a maioria das mulheres não perde força importante, mas a evidência é limitada. Com a prótese parcialmente atrás do músculo, o mais comum é a mama mudar de formato durante o exercício.

Quanto pesa uma prótese de 300 ml?

Em torno de 300 gramas, de forma aproximada. As duas próteses juntas somam perto de 600 gramas.

Atleta pode colocar silicone?

Pode. O planejamento leva em conta o esporte, a frequência de treino e o calendário de competições para escolher o tamanho, a posição da prótese e a data da cirurgia.

Quem luta jiu-jitsu pode ter silicone?

Pode, mas a pressão e os golpes no peito pedem atenção ao tamanho da prótese e um tempo maior antes de voltar ao contato. Isso é conversado na consulta.

Quer operar sem abrir mão do seu esporte?

Agende a avaliação e conte como é a sua rotina de treino. A escolha da prótese é feita pensando nela.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 22/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. American Society of Plastic Surgeons. Breast augmentation.
  2. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Prevenção e tratamento da contratura capsular após implantação de prótese mamária.
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.