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Resposta rápida
Para quem treina, a prótese costuma ser a mais leve que entrega o resultado desejado, com tamanho escolhido pelas medidas do tórax. A posição pesa tanto quanto o volume: por cima do músculo a mama não se mexe quando o peitoral contrai, mas exige boa cobertura; parcialmente atrás do músculo, disfarça melhor a borda em mulheres magras, mas pode mudar de formato no treino. Formato e superfície completam a escolha, feita na consulta.
Existe uma prótese para quem treina?
Não existe um modelo de atleta na prateleira. O que existe é uma soma de escolhas:
- volume: quantos ml;
- perfil: quanto a prótese projeta para a frente;
- formato: redonda ou anatômica, em gota;
- superfície: lisa ou texturizada;
- posição: por cima do músculo, sob a película do músculo ou parcialmente atrás dele;
- técnica: por onde a prótese entra e quais recursos ajudam a sustentá-la.
Para quem treina, cada uma dessas escolhas muda o que você vai sentir no treino. Por isso a Dra. Nádia escolhe a prótese pela composição do seu corpo, altura, tronco e peso, junto com a marca e a textura, e não por um número da moda.
Tamanho: o mais leve que entrega o que você quer
A comparação que a Dra. Nádia usa é a do sapato: se você calça 37, um 38 até pode servir, mas um 40 vai machucar. A prótese precisa caber na base da sua mama e no seu tórax. Para quem treina, existe mais um motivo para não exagerar: peso. Cada ml pesa perto de 1 grama, e em esportes de impacto esse peso balança a cada passada.
Para quem corre, ela costuma planejar uma mama o mais leve possível, para o impacto não acelerar a queda com o tempo. Veja como fica um silicone pequeno, de 150 a 250 ml, e por que o mesmo volume fica diferente em cada mulher.
Perfil e formato: redonda ou anatômica?
O perfil é o quanto a prótese avança para a frente. Perfis mais altos projetam mais e concentram o peso mais à frente do tórax. Perfis moderados ficam mais rentes ao corpo. Para muita mulher que treina, um perfil intermediário equilibra volume e conforto.
O formato também conta. A Dra. Nádia costuma considerar a prótese anatômica, em formato de gota, uma boa opção para a mulher magra e esportista que quer um resultado elegante: ela tem mais volume embaixo e menos em cima, e pode dar um efeito de leve elevação da mama sem cicatriz extra. A redonda dá mais colo. A comparação completa está em prótese redonda ou anatômica.
Posição: a escolha que mais muda o treino
| Posição | No treino | Costuma combinar com |
|---|---|---|
| Por cima do músculo | A mama não se mexe quando o peitoral contrai | Quem treina pesado de peito e tem pele e mama suficientes para cobrir a prótese |
| Sob a película do músculo | Também não sofre o aperto do peitoral | Quem quer evitar a mama dinâmica e tem cobertura um pouco menor |
| Parcialmente atrás do músculo (dual plane) | A mama pode subir ou achatar na contração | Mulher magra, com pouca mama, em que a borda da prótese apareceria |
A Dra. Nádia usa muito o dual plane, associado à alça muscular e ao sutiã interno, porque ele disfarça a borda da prótese em quem tem pouca cobertura e costuma doer menos que a técnica antiga, com a prótese toda embaixo do músculo. Para quem faz musculação pesada de peito, a conversa sobre a posição por cima ganha peso. Entenda o efeito do músculo sobre a prótese em mama que mexe quando contrai o peitoral.
Superfície: lisa ou texturizada
A prótese anatômica precisa de superfície texturizada, que ajuda a mantê-la na posição e evita que gire. A redonda pode ser lisa ou texturizada. As próteses texturizadas têm associação com um tipo raro de linfoma, o BIA-ALCL, descrito por agências como a FDA. O risco é baixo, mas existe, e entra na decisão com transparência. Leia mais em linfoma associado à prótese.
Para quem treina, a superfície pesa menos do que tamanho e posição, mas faz parte do conjunto de escolhas que precisa ser explicado.
Um detalhe para quem faz dieta de competição ou oscila muito o percentual de gordura: quando a gordura do corpo cai, a cobertura sobre a prótese fica mais fina, e a borda pode marcar mais nesses períodos. Isso também entra na escolha da posição e do volume.
Por onde entra e o que segura a prótese
A Dra. Nádia prefere a incisão no sulco embaixo da mama, com cerca de 3 a 4 cm, porque a axila e a aréola têm mais bactéria. O sulco também dá acesso direto para montar a posição da prótese com precisão. Recursos como o sutiã interno, uma costura que ajuda a sustentar a prótese, entram conforme o caso.
Para quem treina, isso tem um efeito prático: na volta ao treino, o top precisa respeitar a cicatriz do sulco nas primeiras semanas depois de liberada.
O que levar para a consulta
- qual esporte você pratica, quantas vezes por semana e se compete;
- quais exercícios você não quer perder, como supino, corrida ou natação;
- fotos de referência, sabendo que a escolha final é feita pelas suas medidas;
- planos de gestação nos próximos anos, que também mudam a escolha.
Não existe resposta certa vinda de fora. A amiga que corre e ficou feliz com 350 ml pode ter um tórax bem diferente do seu. Na consulta em Uberlândia, a Dra. Nádia mede a sua mama, avalia a cobertura e mostra as opções que fazem sentido para o seu corpo. A decisão é tomada junto com você.
Dúvidas comuns
Qual a prótese indicada para quem faz academia?
Não existe um modelo único. Para quem treina, costuma-se buscar a prótese mais leve que entrega o resultado desejado, com posição escolhida conforme a cobertura de pele e mama e o tipo de treino.
Prótese anatômica é boa para quem treina?
A Dra. Nádia costuma considerá-la uma boa opção para mulher magra e esportista que quer um resultado elegante. Ela precisa de superfície texturizada e a escolha depende das suas medidas.
Perfil alto atrapalha no treino?
Perfis mais altos projetam mais e concentram o peso à frente do tórax, o que pode incomodar mais em esportes de impacto. Para muitas mulheres ativas, um perfil intermediário equilibra volume e conforto.
Silicone por cima do músculo é para quem treina?
Costuma ser uma opção forte para quem treina pesado de peito, porque a mama não se mexe na contração. Mas exige pele e mama suficientes para cobrir a prótese.
Qual tamanho de silicone para quem corre?
Para quem corre, costuma-se planejar uma mama mais leve, porque o impacto repetido pesa sobre a pele com o tempo. O volume exato depende das medidas do seu tórax.
Quer escolher a prótese pensando no seu treino?
Agende a avaliação e conte como é a sua rotina. Você sai sabendo qual tamanho, formato e posição fazem sentido para você.
Referências
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
- Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
