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Resposta rápida
Gigantomastia é o crescimento muito exagerado das mamas, em geral quando a redução precisa retirar mais de 1 a 1,5 quilo por mama. A mamoplastia redutora nesses casos é mais longa, quase sempre deixa cicatriz em T invertido e, quando a aréola precisa subir muito, pode exigir que ela seja retirada e recolocada como enxerto. O risco de problemas de cicatrização é maior, e a avaliação também procura a causa do crescimento.
O que é gigantomastia?
Não existe uma definição única. Muitos autores chamam de gigantomastia quando a redução precisa retirar mais de 1 a 1,5 quilo de cada mama, ou quando as mamas representam uma parte grande do peso do corpo. Na prática, são mamas que descem muito, que passam da altura do umbigo em alguns casos, e que tornam difícil achar roupa, dormir, respirar fundo ou caminhar sem dor.
É diferente da mama grande comum, chamada de hipertrofia mamária, que é a situação mais frequente na redutora. A diferença não é só de tamanho: muda a causa possível, a técnica e o risco.
Por que a mama cresce tanto?
- Na adolescência: a gigantomastia juvenil começa com a puberdade e pode crescer rápido em poucos meses. Merece avaliação de endocrinologia e mastologia, e a decisão de quando operar é delicada, porque a mama pode voltar a crescer. Veja mama grande na adolescência.
- Na gravidez: é rara, mas existe a gigantomastia da gestação, que precisa de acompanhamento obstétrico e mastológico.
- Por remédios: alguns medicamentos são associados ao crescimento da mama, e o médico que prescreve deve ser envolvido.
- Com o peso: em parte das mulheres, a mama acompanha o ganho de peso e é formada principalmente por gordura.
- Sem causa encontrada, o que também acontece.
Crescimento rápido e recente, de um lado só ou com dor diferente, nódulo ou alteração da pele pede investigação antes de qualquer conversa sobre cirurgia estética.
O que muda na cirurgia?
O ponto central é a aréola. Na redução comum, ela continua presa a uma faixa de tecido, o pedículo, que leva sangue até ela, como explicado em como funciona a redutora. Em mamas muito grandes, a aréola precisa subir muitos centímetros, e esse pedículo fica longo. Quanto mais longo, mais difícil o sangue chegar até a ponta.
Por isso, em parte dos casos de gigantomastia, a cirurgiã escolhe uma técnica com pedículo mais curto e largo, muitas vezes de base inferior, e, quando nem isso é seguro, faz o enxerto livre da aréola: a aréola é retirada, a mama é reduzida e ela é colocada de volta na nova posição, como um enxerto de pele.
| Aréola presa ao pedículo | Enxerto livre da aréola | |
|---|---|---|
| Quando se usa | Maioria das reduções | Mamas muito grandes, distâncias muito longas, circulação incerta |
| Sensibilidade do mamilo | Costuma ser preservada em boa parte | Costuma ficar bem diminuída |
| Amamentação | Possível em parte das mulheres | Em geral, não |
| Cor e projeção da aréola | Mais próximas do original | Pode clarear em partes e ficar mais plana |
Quando o enxerto é cogitado, isso é conversado antes, com calma, porque troca segurança da aréola por sensibilidade e amamentação.
Quais riscos aumentam na gigantomastia?
Quanto maior a retirada, maior a área de cicatriz e mais tensão no encontro das linhas embaixo da mama. Os problemas mais frequentes são de cicatrização: pequenas aberturas do ponto, sobretudo no encontro do T, e sofrimento de gordura ou de pele. Na maioria das vezes, esses problemas são pequenos e se resolvem com curativo e tempo, mas podem atrasar a recuperação. Veja necrose na mamoplastia.
A cirurgia também é mais longa, com mais sangramento e mais atenção à prevenção de trombose. Em algumas situações, a internação pode ser maior que a de uma redução comum. A Dra. Nádia gosta de comparar risco cirúrgico com uma viagem de carro: estrada mais longa pede motorista experiente, carro revisado e trajeto planejado. Na gigantomastia, a estrada é mais longa.
Como se preparar?
- Exames de imagem da mama em dia, conforme idade e histórico. Veja precisa de mamografia antes?.
- Cigarro zero: a orientação da Dra. Nádia é parar 90 dias antes e 90 dias depois. Na gigantomastia, a circulação da pele e da aréola já é o ponto frágil.
- Peso estável: ela trabalha com segurança com IMC de até 30. A avaliação considera também quanto do peso está na própria mama.
- Pele tratada: assadura ativa embaixo da mama precisa ser cuidada antes. Pele íntegra no sulco é parte da segurança.
- Ajuda em casa nas primeiras semanas, porque a recuperação costuma ser mais lenta.
O que esperar do resultado?
A mudança de qualidade de vida costuma ser grande, e é aí que estão os relatos mais fortes de alívio de dor, de volta ao exercício e de liberdade para escolher roupa. O formato, por outro lado, tem limites: a cicatriz é maior, a mama fica mais achatada em cima no começo e pode precisar de um retoque pequeno depois. A mama também pode mudar se o peso subir ou com uma gestação.
Também vale saber que o primeiro mês costuma ser o mais cansativo. É comum a paciente se sentir bem mais leve logo de cara e, ao mesmo tempo, frustrada com o inchaço e com a mama ainda alta e quadrada. A Dra. Nádia resume essa fase com uma frase que repete muito: fica feio para depois ficar bonito. O formato se acomoda ao longo dos meses, e o resultado final da mamoplastia costuma levar de 12 a 24 meses.
A Dra. Nádia se apresenta como especialista em mamoplastias complexas e atende em Uberlândia. Na consulta, ela examina, explica qual técnica é segura para a sua mama e o que é realista em resultado. A indicação é individual. Mais em mamoplastia.
Dúvidas comuns
Gigantomastia tem tratamento sem cirurgia?
Quando há uma causa, como um remédio ou uma alteração hormonal, ela é tratada. Mas a mama que já cresceu muito costuma precisar de redução para aliviar os sintomas.
A aréola sempre é retirada na gigantomastia?
Não. Em muitos casos dá para mantê-la presa ao pedículo. O enxerto livre é reservado às situações em que a circulação ficaria insegura.
Vou conseguir amamentar depois?
Se a aréola ficar presa ao pedículo, parte das mulheres consegue amamentar ao menos parcialmente. Com o enxerto livre, em geral não.
A gigantomastia pode voltar depois da cirurgia?
Na forma juvenil e na ligada à gestação, a mama pode voltar a crescer. Por isso o momento da cirurgia é escolhido com cuidado.
A recuperação é mais longa?
Costuma ser mais lenta que a de uma redução comum, com mais cuidado com a cicatriz e mais ajuda em casa nas primeiras semanas.
Quantos quilos podem sair na gigantomastia?
Pode passar de 1,5 quilo por mama. O limite é a segurança da circulação e da pele, avaliado em cada caso.
Quer uma avaliação para mama muito grande?
Conte para a equipe o seu histórico e o que incomoda. A Dra. Nádia explica, com sinceridade, o caminho seguro para o seu caso.
Referências
- American Society of Plastic Surgeons. Breast reduction.
- Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Acervo de artigos sobre mamoplastia redutora.
- Sociedade Brasileira de Mastologia. Portal da SBM.
