Graus de mama caída (ptose): como saber o seu | Dra. Nádia Côrtes
Peito caído, mastopexia e redução

Graus de mama caída (ptose): como saber o seu

Mama caída não é tudo igual. Os cirurgiões classificam a queda em graus, e o grau muda a cirurgia, a cicatriz e até se a prótese sozinha resolve. Veja como se olhar no espelho com esse critério.

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Dra. Nádia Côrtes no consultório
O grau de queda é medido no exame, com a paciente em pé, olhando a posição do mamilo e do sulco.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. O que é ptose
  3. Os graus
  4. Como se olhar em casa
  5. O que o grau muda
  6. Limites da classificação
  7. Pode piorar?
  8. O que muda o grau
  9. Na consulta
  10. Dúvidas comuns

Resposta rápida

O grau de mama caída (ptose) é definido pela posição do mamilo em relação ao sulco, a dobra embaixo da mama. No grau 1 o mamilo está na altura do sulco; no grau 2 está abaixo do sulco, mas ainda acima da parte mais baixa da mama; no grau 3 está abaixo do sulco e aponta para baixo. Existe ainda a pseudoptose, quando o mamilo está no lugar e só a glândula desceu. Quem confirma o grau é a cirurgiã, no exame.

O que é ptose mamária?

Ptose é o nome médico da mama caída. A mama desce porque a pele e os ligamentos que a sustentam esticam, e isso acontece com a gestação, a amamentação, a perda de peso, a idade, a genética e o próprio peso da mama. Não é doença. É uma mudança de forma que incomoda algumas mulheres e outras não.

Para conversar sobre ela de um jeito objetivo, os cirurgiões usam uma classificação em graus. A mais usada foi descrita por Regnault, nos anos 1970, e continua sendo a referência porque é simples: ela olha onde está o mamilo em relação ao sulco mamário, aquela dobra embaixo da mama onde o sutiã apoia.

Quais são os graus de mama caída?

GrauOnde está o mamiloComo costuma parecer
Grau 1 (leve)Na altura do sulcoMama um pouco mais baixa, aréola ainda olhando para a frente
Grau 2 (moderada)Abaixo do sulco, mas acima da parte mais baixa da mamaA mama "dobra" sobre o sulco, colo vazio
Grau 3 (acentuada)Abaixo do sulco e no ponto mais baixo da mamaAréola apontando para o chão
PseudoptoseNa altura do sulco ou acimaA glândula desceu e "sobra" embaixo, mas o mamilo ficou no lugar

Há também a chamada ptose glandular ou parcial, em que a mama tem um formato mais baixo, às vezes com aréola grande, sem que a queda seja só de pele. Na prática, muitas mamas ficam entre um grau e outro, e as duas mamas da mesma mulher podem ter graus diferentes.

Como ter uma ideia do seu grau em casa?

Fique de frente e de lado no espelho, sem sutiã, com os braços soltos ao lado do corpo. Depois:

  1. Coloque a ponta dos dedos no sulco, embaixo da mama, e veja se o mamilo está acima, na mesma altura ou abaixo dos seus dedos.
  2. Olhe de lado para onde o mamilo aponta: para a frente, um pouco para baixo ou para o chão.
  3. Repare se o volume se concentra embaixo e o colo, perto da clavícula, ficou vazio.

Esse teste dá uma ideia, não um diagnóstico. Na consulta, a cirurgiã também mede a distância do mamilo até a base do pescoço e até o sulco, avalia a qualidade da pele, a presença de estrias e a quantidade de glândula. Esses números mudam o planejamento tanto quanto o grau.

O que o grau muda na cirurgia?

O grau ajuda a prever quanta pele precisa sair e quanto a aréola precisa subir. De forma geral:

  • Pseudoptose e grau 1: às vezes uma prótese bem escolhida resolve, porque o volume preenche a pele que sobrou. Em mulheres magras, a Dra. Nádia costuma considerar a prótese anatômica, que dá um efeito de mama mais alta sem a cicatriz da mastopexia, em casos selecionados.
  • Grau 2: em geral precisa de mastopexia, com cicatriz em volta da aréola e vertical, às vezes em L. A prótese entra se, além da queda, falta volume.
  • Grau 3: costuma precisar de mastopexia com mais retirada de pele, muitas vezes com cicatriz em T invertido. Colocar só prótese nesse grau tende a dar o efeito de mama "escorrendo" por cima do implante.

O desenho da cicatriz em cada caso está explicado em cicatriz da mastopexia: periareolar, em L ou em T invertido. E a pergunta de se o seu caso pede silicone está em peito caído precisa de silicone?

O grau diz tudo?

Não. Duas mulheres com grau 2 podem ter cirurgias bem diferentes. Uma pode ter pele firme e bastante glândula, e ficar bem com a mastopexia sem prótese. Outra pode ter pele fina, com estrias, depois de um grande emagrecimento, e precisar de uma estratégia mais cuidadosa para o resultado durar.

Também pesa o que você quer. Tem quem se incomoda com um grau 1 e tem quem convive bem com um grau 3. A classificação serve para a conversa ser clara, não para dizer que você "precisa" operar.

A queda pode piorar com o tempo?

Pode. Uma nova gestação, a amamentação, variações grandes de peso e a própria idade costumam aumentar a queda. Por isso, quem planeja engravidar ou ainda vai emagrecer bastante costuma ser orientada a esperar, para não operar uma mama que ainda vai mudar. Sutiã com boa sustentação ajuda no conforto, principalmente em quem corre ou treina com impacto, mas não reverte uma queda que já aconteceu.

O que faz a mama passar de um grau para outro?

A queda costuma avançar em fases da vida em que a mama muda de volume. Na gestação e na amamentação, a mama enche e esvazia, e a pele que esticou nem sempre volta. No emagrecimento grande, a gordura da mama vai embora e a pele fica sobrando, o que costuma levar a graus 2 e 3 em pouco tempo, como explicado em mama caída depois de emagrecer. Na menopausa, a glândula é substituída por gordura e a pele perde elasticidade.

Mamas grandes também tendem a cair mais, porque o peso puxa a pele o tempo todo. Nesses casos, a conversa pode ser sobre levantar e reduzir ao mesmo tempo.

Saber o que levou ao seu grau ajuda a planejar o momento. Se a causa ainda está em curso, como uma dieta em andamento ou planos de gestação próxima, operar agora pode significar operar de novo depois.

Como o grau é avaliado na consulta

No consultório em Uberlândia, a Dra. Nádia examina com você em pé, mede as distâncias de cada mama e mostra no espelho onde está o seu mamilo em relação ao sulco. A partir daí, explica quais cirurgias fazem sentido para o seu grau, onde ficaria cada cicatriz e o que esperar da recuperação. A indicação é sempre individual.

Dúvidas comuns

Qual grau de mama caída precisa de cirurgia?

Nenhum grau obriga a operar. A cirurgia é uma escolha de quem se incomoda. O grau ajuda a definir qual cirurgia faz sentido: prótese, mastopexia ou as duas.

O que é pseudoptose?

É quando o mamilo continua na altura do sulco ou acima, mas a glândula desceu e fica sobrando embaixo. Muitas vezes aparece depois da amamentação ou do emagrecimento.

Grau 1 dá para resolver só com prótese?

Às vezes, sim. Quando a queda é leve e falta volume, a prótese pode preencher a pele. Se a pele estiver muito fina ou a aréola muito baixa, a mastopexia costuma entrar.

As duas mamas podem ter graus diferentes?

Podem, e é comum. Nesses casos a cirurgia pode ser diferente em cada lado para aproximar o resultado.

Exercício ou sutiã sobem a mama caída?

Não. O exercício trabalha o músculo peitoral, que fica atrás da mama, e o sutiã sustenta enquanto está no corpo. Nenhum dos dois recoloca a pele e a aréola no lugar.

Quer saber o grau da sua mama e o que ele pede?

Fale com a equipe e agende a avaliação. A Dra. Nádia examina, mede e explica as opções para o seu caso, sem pressa.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 25/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
  2. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Acervo de artigos sobre cirurgia de mama.
  3. FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.