Retirada de silicone em Uberlândia: como funciona o explante | Dra. Nádia Côrtes
Cirurgia de mama em Uberlândia

Retirada de silicone em Uberlândia: como funciona o explante

Decidir tirar a prótese costuma levar tempo. Quando a decisão chega, a dúvida muda: como é o processo, do primeiro contato até o último retorno? Este é o caminho, etapa por etapa.

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Centro cirúrgico com a equipe da Dra. Nádia Côrtes
No explante, a forma de retirar a prótese e a cápsula é decidida antes, com base nos exames.
Neste artigo
  1. Resposta rápida
  2. Quem procura o explante
  3. Passo a passo
  4. E a cápsula?
  5. O que pode entrar junto
  6. Recuperação
  7. O que perguntar
  8. Explante por sintomas
  9. Dúvidas comuns

Resposta rápida

A retirada de silicone, ou explante, é uma cirurgia feita em hospital, com anestesia, em que a prótese é retirada junto com parte ou toda a cápsula que o corpo formou em volta dela. Antes, a cirurgiã avalia a mama e pede exames de imagem, como ultrassom ou ressonância. Dependendo do tecido que sobra, pode ser preciso fazer mastopexia ou enxerto de gordura no mesmo tempo. A cápsula retirada pode ser enviada para análise em laboratório.

Quem procura a retirada de silicone

Na rotina do consultório em Uberlândia, as razões para tirar a prótese são bem variadas. Tem quem colocou jovem e hoje não se identifica mais com aquele volume. Tem quem sente a mama endurecida ou dolorida, sinal de contratura capsular. Tem quem fez um exame e descobriu que a prótese rompeu. E tem quem associa à prótese sintomas como cansaço e dor no corpo.

A Dra. Nádia costuma lembrar que nem todo explante tem a ver com doença. Muitas vezes a paciente só quer uma mama menor. Seja qual for o motivo, ele muda o planejamento, e por isso é a primeira coisa conversada na consulta. Se a sua dúvida principal é o resultado estético, leia como fica a mama depois do explante.

Como funciona o explante, etapa por etapa

  1. Consulta: a Dra. Nádia pergunta quando e onde a prótese foi colocada, qual o volume, a marca (se você souber) e em que posição ela está. Avalia a pele, a quantidade de mama e o formato.
  2. Exames de imagem: ultrassom e, em muitos casos, ressonância magnética das mamas mostram se a prótese está íntegra, se há líquido em volta e como está a cápsula.
  3. Exames pré-operatórios: sangue, avaliação do coração e o que mais a sua saúde pedir, além da avaliação com o anestesista.
  4. Planejamento: definir se a cápsula sai toda ou em parte, e se entra mastopexia ou enxerto de gordura junto.
  5. Cirurgia: em hospital, com anestesia. O acesso costuma aproveitar a cicatriz antiga quando possível, mas às vezes outra via é necessária para tirar a cápsula com segurança.
  6. Análise da cápsula: o material retirado pode ir para exame anatomopatológico, principalmente quando há contratura, líquido ou suspeita de doença.
  7. Retornos: acompanhamento da cicatriz, do inchaço e da forma da mama nos meses seguintes.

A cápsula sai junto? Explante total, parcial e em bloco

Todo corpo forma uma cápsula, uma camada de tecido cicatricial em volta da prótese. No explante, existem caminhos diferentes para lidar com ela:

FormaO que éQuando costuma ser indicada
Capsulectomia parcialRetira a prótese e parte da cápsulaCápsula fina e saudável, em lugar de difícil acesso
Capsulectomia totalRetira a prótese e toda a cápsula, mesmo que em partesContratura, cápsula espessa ou calcificada
Em blocoRetira a prótese dentro da cápsula intactaRuptura, líquido em volta ou suspeita de doença ligada à prótese

A Dra. Nádia compara o explante em bloco com descascar um ovo cozido sem romper a película de dentro. É mais delicado, principalmente quando a prótese está atrás do músculo, porque a cápsula fica colada em estruturas como a parede do tórax. Por isso a técnica é escolhida caso a caso. Veja mais em explante em bloco.

Precisa fazer algo junto com a retirada?

Depende do que sobra. A prótese esticou a pele por anos, e a glândula pode ter diminuído com o tempo. Quando ela sai:

  • quem tem boa quantidade de mama e pele firme pode precisar só do explante;
  • quem tem pele sobrando pode precisar de mastopexia, para a mama não ficar vazia e caída;
  • quem quer recuperar um pouco de contorno pode ter indicação de enxerto de gordura, com volume bem menor que o da prótese.

Também existe a opção de fazer em dois tempos: tirar a prótese, esperar alguns meses a pele se retrair e então avaliar se ainda há o que corrigir. Cada caminho tem prós e contras, e a escolha é sua junto com a cirurgiã.

Como é a recuperação do explante

A recuperação varia com o que foi feito. Um explante simples, sem cápsula aderida e sem mastopexia, costuma ter uma volta mais rápida à rotina. Quando há capsulectomia total atrás do músculo ou mastopexia junto, os cuidados se estendem. Dreno pode ou não ser usado, dependendo do espaço que fica onde estava a prótese.

Os riscos existem, como em qualquer cirurgia: hematoma, seroma, infecção, alterações de sensibilidade e assimetria. Quando o explante é feito por sintomas, a literatura mostra que muitas pacientes relatam melhora, mas não todas, e isso é conversado com honestidade antes. Os detalhes de prazo estão em recuperação do explante.

O que perguntar na consulta de explante

  • A cápsula vai sair toda? Por que essa forma foi escolhida no meu caso?
  • A cápsula vai para análise?
  • Vou precisar de mastopexia ou gordura agora, ou dá para esperar?
  • Onde vai ficar a cicatriz?
  • Quanto tempo de afastamento eu preciso para o meu trabalho?

Leve os papéis da cirurgia anterior, se tiver: cartão da prótese, laudo de exames, nome da marca. Essas informações ajudam muito no planejamento.

E se eu quero tirar por causa de sintomas?

Cansaço, dor nas articulações, queda de cabelo e dificuldade de concentração estão entre as queixas que algumas mulheres associam à prótese, um quadro que ficou conhecido como "doença do silicone". A ciência ainda estuda essa relação, e não existe um exame que confirme o diagnóstico. Estudos publicados, inclusive na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, mostram que muitas pacientes relatam melhora depois do explante, mas a resposta varia.

Na prática, isso quer dizer duas coisas: o seu relato é levado a sério, e outras causas para os sintomas também precisam ser investigadas, de preferência com o seu clínico. A decisão de operar é tomada com essa informação na mesa.

Dúvidas comuns

Quanto tempo dura a cirurgia de explante?

Depende do tipo de capsulectomia, da posição da prótese e do que é feito junto. Um explante simples é mais curto do que um explante em bloco com mastopexia. A estimativa do seu caso é dada na consulta.

Precisa de exame antes de tirar o silicone?

Sim. Ultrassom e, muitas vezes, ressonância ajudam a ver se a prótese está íntegra, se há líquido e como está a cápsula, além dos exames pré-operatórios de rotina.

Dá para aproveitar a cicatriz antiga?

Muitas vezes sim, mas nem sempre. Quando a prótese entrou pela axila ou a cápsula precisa sair inteira, outra via pode ser mais segura.

A cápsula sempre vai para análise?

Não é obrigatório em todos os casos, mas costuma ser enviada quando há contratura, líquido, alteração no exame ou suspeita de doença ligada à prótese.

Posso tirar a prótese e não colocar outra?

Pode. Retirar sem substituir é uma escolha frequente. O que se avalia é se a mama vai precisar de mastopexia ou gordura para ficar com uma forma que agrade você.

Fiz a primeira cirurgia com outro médico. Posso fazer o explante com a Dra. Nádia?

Pode. Leve tudo o que tiver da cirurgia anterior, como cartão da prótese e exames, para o planejamento ficar mais preciso.

Quer entender como seria o seu explante?

Conte para a equipe há quanto tempo você tem a prótese e o que te faz pensar em tirar. A Dra. Nádia avalia o seu caso em Uberlândia.

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Dra. Nádia Côrtes

Dra. Nádia Côrtes

CRM 68667 / RQE 50701

Cirurgiã plástica de mama em Uberlândia. Formada pela UFU, membro da SBCP e da BAPS. Conheça a Dra.

Revisado em 22/10/2026. Conteúdo educativo, não substitui a consulta.

Referências

  1. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. O explante em bloco de prótese mamária de silicone na qualidade de vida e evolução dos sintomas da síndrome ASIA.
  2. Anvisa. Atualizadas informações sobre próteses mamárias.
  3. FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
  4. Sociedade Brasileira de Mastologia. BIA-ALCL: o que é o linfoma associado à prótese mamária.