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Resposta rápida
A faixa compressiva usada acima da mama serve para ajudar a prótese a descer e se acomodar no lugar, principalmente quando ela fica atrás do músculo. A cinta, no abdômen ou nas coxas, é usada quando há retirada de gordura, como na lipoenxertia. Nem toda paciente precisa de faixa. O uso costuma durar algumas semanas, e o modelo, a pressão e o prazo são definidos pela cirurgiã.
Sutiã, faixa e cinta: qual a diferença?
São três peças que muitas vezes aparecem juntas, mas fazem coisas diferentes:
| Peça | Onde fica | Para que serve |
|---|---|---|
| Sutiã pós-operatório | Na mama, sem aro, fecho na frente | Apoiar a mama, diminuir o balanço e o inchaço |
| Faixa acima da mama | Na parte de cima do peito, logo abaixo das clavículas | Ajudar a prótese a descer e ficar no lugar |
| Cinta ou malha compressiva | Abdômen, flancos ou coxas | Controlar inchaço e roxo onde a gordura foi retirada |
O sutiã, que quase toda paciente usa, já tem um artigo próprio: sutiã depois do silicone. Aqui o foco é a faixa e a cinta.
Para que serve a faixa em cima da mama?
Logo depois da cirurgia, a prótese costuma ficar alta, com o polo de cima cheio e o mamilo apontando um pouco para baixo. A Dra. Nádia costuma explicar que é assim mesmo no começo: o silicone fica alto e "quadrado" e desce ao longo dos meses, num processo que leva em torno de um ano.
Quando a prótese fica atrás do músculo, total ou parcialmente, o peitoral contraído empurra a prótese para cima. A faixa faz uma pressão suave no polo de cima da mama, ajudando a prótese a ocupar a parte de baixo do bolso enquanto o músculo relaxa e a pele cede. Em alguns casos, também é usada para corrigir um lado que ficou mais alto que o outro.
As evidências sobre a faixa vêm sobretudo da experiência dos cirurgiões, e não de grandes estudos comparativos. Por isso o uso varia: há cirurgiões que usam em quase todas as pacientes, outros só em casos selecionados. Entenda por que a prótese começa alta em silicone alto e "quadrado" no começo.
Toda paciente precisa usar faixa?
Não. A faixa costuma ser mais útil quando:
- a prótese foi colocada atrás do músculo ou em dual plane;
- a prótese está demorando para descer, ou um lado está mais alto;
- houve troca de prótese com ajuste do bolso, e a cirurgiã quer manter a prótese numa posição.
Na mastopexia e na redução sem prótese, a faixa no polo de cima geralmente não tem a mesma função. Usar faixa sem indicação pode empurrar a prótese para onde não deve. Nunca compre e use por conta própria porque viu em vídeo.
Também não é uma peça para usar a vida inteira. Depois da liberação, continuar com faixa por conta própria, achando que isso mantém a mama mais alta ou mais firme, não tem base. Se a prótese estiver subindo, descendo demais ou com um lado diferente meses depois, o caminho é a avaliação, não mais compressão.
Como usar a faixa do jeito certo?
- Posição: logo acima da mama, abaixo das clavículas, passando por cima do polo de cima das duas próteses. Ela não deve ficar em cima da cicatriz nem da aréola.
- Pressão: firme o bastante para você sentir, mas sem dor, sem marcar fundo a pele e sem dificultar a respiração.
- Tempo: na literatura, o uso costuma ir de duas a seis semanas, muitas vezes dia e noite no começo. Quem define é a cirurgiã, nos retornos.
- Banho: tire para tomar banho e recoloque com a pele seca. Ter duas faixas ajuda a manter sempre uma limpa.
Quais sinais mostram que a faixa ou a cinta está apertada demais?
Compressão ajuda até certo ponto. Passou disso, ela machuca. Tire a peça, deixe a pele descansar alguns minutos e fale com a equipe se aparecer:
- bolha, ferida ou vermelhidão que não some depois de tirar a peça;
- formigamento ou dormência no braço ou na mão;
- falta de ar ou sensação de peito preso;
- dor que piora com a peça e melhora quando você tira.
Bolhas na pele da mama recém-operada, perto de uma prótese, merecem atenção, porque uma ferida ali pode virar porta de entrada para infecção.
E a cinta, quando entra?
A cinta aparece quando a cirurgia de mama tem retirada de gordura de outra parte do corpo, como na lipoenxertia, em que a gordura é tirada do abdômen, dos flancos ou das coxas e colocada na mama. Nesses casos, a compressão é na área de onde saiu a gordura, para controlar inchaço, roxo e acúmulo de líquido. A mama que recebeu gordura, ao contrário, não deve ser apertada, porque a gordura enxertada precisa de circulação para pegar.
Na literatura, a cinta costuma ser usada por algumas semanas, às vezes em duas fases, uma mais firme e outra mais leve. O prazo é definido pela cirurgiã.
Como aguentar faixa e cinta no calor?
Em Uberlândia, com o calor de boa parte do ano, a compressão incomoda mais. Prefira peças de tecido que respira, use uma camiseta fina de algodão por baixo da cinta quando a equipe permitir e troque a peça se ficar úmida de suor. Mantenha a pele seca embaixo da mama e nas dobras, para evitar assadura. Se a peça estiver deixando a pele irritada, a equipe pode indicar outro modelo.
Não corte, dobre nem afrouxe a peça por conta própria para aliviar o calor. Uma faixa dobrada aperta mais em uma linha só e pode marcar a pele. Se o incômodo estiver grande, leve a peça ao retorno e peça para a equipe conferir o ajuste.
Dúvidas comuns
Para que serve a faixa depois do silicone?
Ela faz pressão suave acima da mama para ajudar a prótese a descer e ficar no lugar, principalmente quando a prótese está atrás do músculo.
Toda cirurgia de mama precisa de faixa?
Não. Muitas pacientes usam só o sutiã. A faixa é indicada conforme a técnica e a evolução de cada caso.
Por quanto tempo se usa a faixa compressiva?
Na literatura, costuma ficar entre duas e seis semanas. O seu prazo é definido nos retornos.
Posso dormir com a faixa?
No começo, muitas vezes ela é usada dia e noite. Siga a orientação da sua cirurgiã.
Faixa apertada pode machucar?
Pode. Bolha, formigamento no braço ou falta de ar são sinais para tirar a peça e falar com a equipe.
Quem faz lipoenxertia usa cinta?
Em geral sim, na área de onde a gordura foi retirada. A mama que recebeu gordura não deve ser apertada.
Quer chegar à cirurgia sabendo de cada detalhe?
Agende a avaliação. A Dra. Nádia explica a técnica, as peças do pós-operatório e o que esperar em cada fase.
Referências
- American Society of Plastic Surgeons. Breast augmentation.
- FDA (agência de saúde dos EUA). Breast Implants.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
