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Resposta rápida
A mamoplastia estética muda a forma de uma mama saudável: aumenta, reduz ou levanta. A cirurgia oncoplástica é usada no tratamento do câncer de mama: retira o tumor com margem de segurança e, no mesmo tempo, usa técnicas de cirurgia plástica, muitas vezes as mesmas da mamoplastia redutora, para preservar o formato da mama. A oncoplástica faz parte de um tratamento oncológico conduzido pelo mastologista e pela equipe de câncer.
O que é a mamoplastia estética?
Mamoplastia é o nome de qualquer cirurgia que muda a forma da mama. A Dra. Nádia costuma explicar assim: aumento com prótese, redutora e mastopexia são todas mamoplastias. Quando o objetivo é mudar o tamanho, o formato ou a posição de uma mama saudável, chamamos de mamoplastia estética.
Mesmo sendo "estética", ela pode ter motivo funcional. A redução de mama, por exemplo, muitas vezes é indicada por dor nas costas, marcas do sutiã e dificuldade para treinar. O ponto em comum é que não há doença na mama sendo tratada. Saiba mais sobre a cirurgia na página de mamoplastia.
O que é a cirurgia oncoplástica?
A cirurgia oncoplástica une duas coisas no mesmo tempo cirúrgico: o tratamento do câncer e a preservação da forma da mama. Na cirurgia conservadora, o tumor é retirado com uma margem de tecido saudável em volta, sem tirar a mama inteira. Dependendo do tamanho do tumor e da mama, essa retirada pode deixar um "buraco" ou deformar a mama.
A oncoplástica usa técnicas da cirurgia plástica para remodelar o tecido que ficou. Em mamas maiores, uma técnica muito usada é a chamada mamoplastia terapêutica: o tumor é retirado dentro do desenho de uma redução de mama, e o resultado lembra uma redutora. Às vezes, a outra mama é operada no mesmo tempo ou depois, para os dois lados ficarem parecidos.
As duas lado a lado
| Ponto | Mamoplastia estética | Cirurgia oncoplástica |
|---|---|---|
| Objetivo principal | Mudar a forma de uma mama saudável | Tratar o câncer preservando a forma |
| Quem conduz | Cirurgião plástico | Mastologista com formação em oncoplástica, às vezes junto com o cirurgião plástico |
| Prioridade | Forma, proporção, segurança | Margem livre de tumor, depois a forma |
| O que vem depois | Recuperação e acompanhamento | Muitas vezes radioterapia e outros tratamentos |
| Momento | Escolhido pela paciente, sem pressa | Definido pelo plano de tratamento do câncer |
Oncoplástica é a mesma coisa que reconstrução mamária?
Não exatamente. A reconstrução mamária costuma ser usada quando a mama inteira é retirada, na mastectomia, e o volume precisa ser refeito com prótese, expansor ou tecido da própria paciente. A oncoplástica, no sentido mais usado, é a remodelação na cirurgia conservadora, quando parte da mama fica. As duas fazem parte do mesmo cuidado: tratar o câncer sem deixar a mulher sem a mama ou com uma mama deformada, quando isso é possível.
A decisão entre conservar a mama ou retirá-la, e entre reconstruir no mesmo tempo ou depois, depende do tipo e do tamanho do tumor, do tamanho da mama, dos tratamentos que virão e da vontade da paciente. Não é uma decisão estética, e por isso ela é tomada pela equipe que trata o câncer, com a participação da cirurgia plástica quando a reconstrução está nos planos.
Toda mulher que vai tratar câncer de mama deve conversar com a equipe sobre as opções de reconstrução desde o começo do tratamento.
Onde a estética e a oncologia se encontram
Algumas situações ficam na fronteira entre os dois mundos:
- Simetrização: depois do tratamento de um lado, a outra mama, saudável, pode passar por uma redutora, mastopexia ou prótese para ficar parecida.
- Ajustes tardios: anos depois do tratamento, algumas mulheres buscam corrigir assimetrias ou cicatrizes. Isso depende da liberação da equipe oncológica e, quando houve radioterapia, a pele exige cuidado redobrado.
- Tecido da redutora estética: na mamoplastia redutora estética, o tecido retirado costuma ser enviado para análise. Raramente, essa análise encontra alterações que não apareceram nos exames, e aí a mastologia passa a acompanhar.
Por que os exames antes da mamoplastia estética importam
Uma mamoplastia estética nunca deve ser a forma de "descobrir" um câncer. Antes de operar, a mama precisa estar avaliada com os exames adequados à sua idade e ao seu risco, como ultrassom ou mamografia. Se algo aparece, a investigação vem primeiro, e a estética espera.
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A recuperação é parecida nas duas?
No pós-operatório imediato, sim: cuidados com a cicatriz, sutiã, restrição de esforço com os braços nas primeiras semanas. A diferença está no que vem depois. Na mamoplastia estética, a recuperação é o fim da história, e a paciente segue com os retornos e a vida. Na oncoplástica, a cirurgia é uma etapa de um tratamento maior. A radioterapia, quando indicada, costuma começar algumas semanas depois e pode deixar a mama mais firme, mais escura e um pouco menor com o tempo. Por isso, na oncoplástica, a forma final só é avaliada muitos meses depois do fim do tratamento.
Quem procurar em cada caso
- Quer mudar uma mama saudável: cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A Dra. Nádia atende em Uberlândia com foco em cirurgia de mama.
- Tem diagnóstico ou suspeita de câncer de mama: mastologista, que coordena o tratamento e indica se a oncoplástica cabe no seu caso.
- Já tratou e quer avaliar a forma da mama: comece pela equipe que fez o tratamento. A avaliação plástica entra com a liberação dela.
Se você está na dúvida sobre em qual dessas situações está, a primeira consulta serve justamente para isso: entender o seu histórico e indicar o caminho certo, mesmo que o caminho seja outro especialista.
Dúvidas comuns
Qual a diferença entre mamoplastia e cirurgia oncoplástica?
A mamoplastia estética muda a forma de uma mama saudável. A oncoplástica retira um tumor e usa técnicas de cirurgia plástica para preservar a forma da mama, como parte do tratamento do câncer.
Quem faz a cirurgia oncoplástica?
Em geral o mastologista com formação em oncoplástica, às vezes junto com o cirurgião plástico. O tratamento do câncer é sempre coordenado pela equipe oncológica.
Oncoplástica é igual a reconstrução mamária?
Não exatamente. A reconstrução costuma refazer a mama depois da mastectomia. A oncoplástica remodela a mama na cirurgia conservadora, quando parte dela é preservada.
Quem tratou câncer de mama pode fazer mamoplastia estética depois?
Em muitos casos, sim, com a liberação da equipe oncológica. Mamas que passaram por radioterapia exigem planejamento mais cuidadoso.
O tecido retirado na redução de mama é analisado?
Costuma ser enviado para análise. Raramente encontra alterações que não apareceram nos exames, e nesse caso a mastologia passa a acompanhar.
Quer entender se a mamoplastia estética é o seu caso?
Agende a avaliação. A Dra. Nádia revisa seus exames e seu histórico e explica o que faz sentido para a sua mama.
Referências
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de mama: informações para a população.
- Sociedade Brasileira de Mastologia. Portal da SBM.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Encontre um cirurgião membro da SBCP.
